EFE
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Morre o artista uruguaio Carlos Páez Vilaró

O escultor e ceramista era um dos principais nomes da arte de seu país

O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2014 | 02h10

Morreu na manhã de segunda-feira, 24, aos 90 anos, o artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, em decorrência de um enfarte. Ele estava na que se tornou a sua mais referencial obra, a "escultura habitável" Casapueblo, construção localizada no balneário de Punta Ballena, a 120 quilômetros de Montevidéu e a 15 quilômetros de Punta del Este.

A branca Casapueblo, à beira do mar, foi erguida por 30 anos pelas próprias mãos do artista, ele costumava dizer. Tornou-se misto de hotel, casa, ateliê e museu do pintor (autor de monumentais murais), escultor e ceramista Vilaró, um dos principais nomes da arte de seu país. Autodidata, criou também nas vertentes do cinema, da música e da escrita. Publicou, por exemplo, em 1982, o livro Entre Mi Hijo y Yo, La Luna, relato das buscas que logrou, por anos, por seu filho Carlos, um dos 16 sobreviventes do avião que caiu em 1972 na Cordilheira dos Andes enquanto levava rugbistas uruguaios ao Chile.

Vilaró nasceu em 1.º de novembro de 1923 em Montevidéu. Mudou-se, quando jovem, para Buenos Aires, onde se vinculou às artes gráficas. De volta ao Uruguai, nos anos 1940, interessou-se pela cultura afro-uruguaia. Participou de expedições pela África. Realizou, em 1969, o documentário Pulsação, que tinha como tema os ritmos e o povo africano. O compositor Astor Piazzolla criou a trilha do filme, que concorreu no Festival de Cannes. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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