Morre o acadêmico e escritor espanhol Claudio Guillén

O acadêmico e escritor Claudio Guillén, de 82 anos, morreu sábado à noite em sua casa em Madri, vítima de problemas cardíacos. Guillén era escritor, professor e membro da Academia de Letras Espanhola. Especialista em Literatura Comparada foi catedrático dessa disciplina na Universidade de San Diego, na Califórnia, Princeton e Harvard. Era filho do poeta Jorge Guillén. O diretor da Academia Espanhola, Víctor García de la Concha, assegurou neste domingo que "nada indicava a morte de Guillén", um homem que "ultimamente estava cheio de vida, de ilusões e de projetos". "Sua morte nos priva de uma figura de primeira ordem, não somente na Academia - onde participava ativamente de todos os trabalhos propostos - assim como no mundo das letras hispânicas, da literatura comparada e da teoria literária", disse à EFE García de la Concha. Na quinta-feira passada, Guillén assistiu à homenagem da Academia Espanhola ao escritor Francisco Ayala e também acabava de terminar o prólogo, intitulado "Algumas literariedades de uma obra mestra", de uma nova edição de Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. O livro será publicado em março, durante o Congresso Internacional da Língua Espanhola. A obra de Guillén A Literatura como Sistema é considerada, segundo García de la Concha, "fundamental, básica". O escritor e acadêmico Arturo Pérez Reverte também expressou sua admiração por Guillén: "Ele era (o acadêmico) mais amável, mais educado, mais delicado em todas as suas manifestações". Algumas das obras de Guillén que podem ser encontradas em livrarias do País são Teorias da História Literária (Teorias de la Historia Literaria) e Múltiplas Moradas (Multiples Moradas).

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