Morre nos EUA George Segal

Nova York (EUA) - George Segal, um ícone da pop art americana da década de 60, ao lado de Andy Warhol e Roy Lichtenstein, ele era conhecido por suas esculturas de gesso em tamanho natural. Segal morreu de câncer ontem, em sua residência de South Brunswick, em Nova Jersey. Ele tinha 75 anos. Segal era um mestre do realismo da escultura, sempre movido por uma consciência social. Não por acaso, suas esculturas de gesso, distribuídas pelas ruas dos Estados Unidos lembram fatos históricos e eventos sociais. Um dos mais célebres é O Holocausto, com um homem de gesso rodeado de cadáveres; Liberação Homossexual, no Christopher Park, de Nova York, que lembra uma revolta de homossexuais nos anos 70 e Fila dos Pães da Depressão, que lembra a crise dos anos 30.Nascido em 1926, em Nova York, filho de uma família de imigrantes judeus da Europa Oriental, desde muito jovem iniciou sua carreira como pintor, voltando-se posteriormente para a escultura. "Eu não podia me divorciar das coisas sensuais da vida - coisas que eu podia tocar", disse ele certa vez. Para o marchand David Janis, de Nova York, em cuja galeria Segal começou a ficar famoso, ao participar de uma mostra coletiva chamada Os Relaistas, em 1962, o artista foi seguramente "o escultor figurativo americano mais importante do século 20". Suas obras, além de estarem nas ruas dos Estados Unidos, podem ser vistas nas coleções de 150 museus e galerias de todo o mundo e em várias coleções particulares. No ano passado, Segal recebeu das mãos do presidente Bill Clinton a Medalha Nacional das Artes, o mais alto reconhecimento do governo dos Estados Unidos a um artista.

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