Fábio Motta/AE
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Morre no Rio o jornalista Armando Nogueira, aos 83 anos

Ex-diretor de jornalismo da TV Globo lutava contra um câncer no cérebro desde julho de 2007

estadao.com.br,

29 de março de 2010 | 09h50

O jornalista Armando Nogueira faleceu nesta segunda-feira, 29, aos 83 anos, em seu apartamento na Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro, por volta das 7 horas.

 

Ex-diretor de jornalismo da TV Globo, ele lutava contra um câncer no cérebro desde julho 2007. Nos últimos meses, estava aos sob os cuidados de uma enfermaria montada em sua residência, mas seu quadro se agravou.

 

Seu corpo será velado a partir das 13h, na tribuna de honra do estádio do Maracanã, e o enterro está marcado para amanhã, às 12h, no Cemitério São João Batista.

 

Veja também: 

linkUma profunda relação com o esporte

linkLeia a repercussão de sua morte

linkLeia a coluna de estreia de Armando Nogueira sobre a Copa de 90

linkLeia no Estado: sobre suas duas paixões: futebol e tênis

linkLeia no Estado: 'O olé e a vaca', em 2002

linkLeia no Estado:  Vôlei, o filho do basquete, em 1994

 

 

Nascido em Xapuri, no Acre, mudou-se para o Rio aos 17 anos, onde viveu até sua morte. Formado em Direito, iniciou no jornalismo em 1950, no Diário Carioca. No telejornalismo, começou em 1959, na antiga TV-Rio, canal 13. Autor de dez livros, todos relacionados ao futebol, foi no jornalismo esportivo que ele se destacou. Era conhecido como autor de frases célebres do futebol como "Pelé é tão perfeito que se  não tivesse nascido gente, teria nascido bola", Ou, "Garrinch, um anjo de pernas tortas".

 

 

 

Primeira coluna de Armando Nogueira no 'Estado'; na foto, ao lado de Alice-Maria, que foi diretora-executiva da Central Globo de Jornalismo. Fotos: Reprodução e Fernando Arellano/AE

 

A principal etapa de sua carreira foi na TV Globo, onde chegou em 1966. Foi um dos responsáveis pela implantação do jornalismo na emissora, com a criação do Jornal Nacional e do Globo Repórter. Dirigiu a Central Globo de Jornalismo da TV por 24 anos e dividiu a cúpula do jornalismo da emissora com Alice-Maria Rainninger, orgulhando-se de ser o primeiro diretor de televisão a dar o cargo de diretora-executiva da Central Globo de Jornalismo a uma mulher. Após a polêmica edição do debate entre os candidatos das eleições presidenciais de 1989, Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva, Nogueira e Alice-Maria foram desligados da emissora e ele passou a se dedicar integralmente ao jornalismo esportivo.

 

Sua relação com o esporte é profunda. Esteve em todas as Copas do Mundo desde 1954 e em Olimpíadas desde 1980, até 2004. Teve colunas em diversos jornais, inclusive em O Estado de S. Paulo.

 

Trabalhou ainda na revista Manchete, como redator principal na gestão do lendário escritor e jornalista Otto Lara Resende. Na revista O Cruzeiro, foi repórter fotográfico de 1957 a 59. Em 1959, Nogueira entrou para o Jornal do Brasil, onde foi redator e colunista. Lá, de 1961 a 1973, assinou a coluna diária Na Grande Área. Mais tarde, em 1.º de junho e 1990, recuperaria o mesmo título na crônica esportiva que assinaria no caderno de Esportes do Estado.

 

Na TV Cultura, José Trajano (es. p/ dir.), Luis Alfredo Volpe e Armando Nogueira. Foto: Fábio M. Salles/AE

 

Trabalhou ainda na Rede Bandeirantes e atualmente estava no SportTV, onde apresentava o programa Papo Com Armando Nogueira, e na Rádio CBN, participava do CBN Brasil.

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