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Morre Herbert Richers, pioneiro em dublagens no País

A Herbert Richers S.A. distribuiu filmes e produziu obras como 'Vidas Secas', de Nelson Pereira dos Santos

ROBERTA PENNAFORT, Agencia Estado

20 de novembro de 2009 | 16h29

O empresário Herbert Richers, fundador da empresa de dublagem que leva seu nome, morreu nesta sexta, 20, no Rio, aos 86 anos. Ele tinha problemas renais e estava internado na Clínica São Vicente. O corpo deve ser cremado hoje.

Herbert Richers nasceu em Araraquara, no Estado de São Paulo, em 11 de março de 1923. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e, na década de 1950, fundou sua empresa de distribuição de filmes, a Herbert Richers S.A., distribuidora de filmes (nas décadas de 60 e 70) e de dublagens.

Na mesma época, também, fez produções da Atlântida e na década de 1960, produziu obras cinematográficas de destaque, como Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e Bonitinha, mas Ordinária (1963). Mas foi a partir de viagem aos EUA que trouxe a ideia e a prática de começar a fazer dublagem e legendas para filmes de outros países, atividade que coincidiu com a propagação da televisão no Brasil.

 

Parentes e amigos no velorio de Herbert Richers, na capela do Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do

Rio. Foto: Marcos Arcoverde/AE

 

As dublagens feitas pela empresa de Herbert Richers foram exibidas em diversas emissoras de TV brasileira. Além de uma lista enorme de filmes, entre os trabalhos de sua empresa estão a adaptação das falas de seriados e novelas como Chiquititas, Alf, o E.Teimoso, A Gata e o Rato, Família Dinossauro e Monk. Também a dublagem de desenhos animados, sucessos como Caverna do Dragão, He-Man, Popeye e O Show de Pica-Pau. Além de obras para televisão, pelas quais seu nome ficou conhecido - porque era sempre anunciado por um locutor -, a empresa de Richers também fazia dublagens para filmes exibidos no cinema.

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