Morre escultor Eduardo Chillida

O escultor espanhol Eduardo Chillida, que criou obras monumentais em ferro, como a que se encontra diante do edifício da Unesco, em Paris, morreu nesta segunda-feira aos 78 anos, em sua casa de San Sebastián, ao norte da Espanha, após uma longa enfermidade. Segundo informou a imprensa local, citando fontes familiares, Chillida vinha sofrendo do mal de Alzheimer nos últimos três anos, motivo pelo qual se mantinha recluso.Chillida, cuja carreira durou mais de 50 anos, nasceu em San Sebastián, em 10 de janeiro de 1924, mas criou obras para espaços públicos em Barcelona, Paris, Frankfurt, Berlim e Dallas, no Texas. Ele era conhecido também por ter promovido a paz na região Basca, onde nasceu em 10 de janeiro de 1924, em San Sebastián. O diretor do Museu de Arte Contemporânea Rainha Sofia, em Madrid, Juan Manuel Bonet, disse que Chillida foi um dos escultores mais importantes do século 20.O artista começou a fazer esculturas em 1947, após estudar arquitetura na Universidade de Madrid e tornou-se internacionalmente famoso depois de ganhar o prêmio de escultura da Bienal de Viena, em 1958. A partir dos anos 60 seu trabalho foi adquirindo cada vez maior repercussão na Europa e Estados Unidos. E de sua autoria a gigantesca estrutura de metal denominada Berlim que simboliza a reunificação da Alemanha. Chillida foi membro honorário da Academia Real de Artes de Londres e da Academia Americana de Artes e Letras em Nova York. Uma de suas esculturas mais famosas está na Espanha. Peine del Viento (Pente do Vento) é um triângulo de ferro sobre uma montanha, com vista para o mar, em San Sebastián. Esta obra converteu-se em símbolo da paz e costuma aparecer como tela de fundo dos atos pela paz. Em San Sebastián, as bandeiras foram hasteadas a meio pau, em sinal de luto pelo artista.

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