Morre britânico Robert Edwards, pai do 'bebê de proveta'

Robert Edwards, cientista britânico vencedor do prêmio Nobel conhecido como o pai da fertilização in vitro por desbravar o desenvolvimento dos "bebês de proveta", morreu nesta quarta-feira aos 87 anos, disse a universidade em que trabalhava.

KATE KELLAND, Reuters

10 de abril de 2013 | 12h34

Edwards, que recebeu o Nobel de medicina em 2010, começou a trabalhar com fertilização nos anos 1950, e o primeiro bebê chamado de proveta, Louise Brown, nasceu em 1978 como resultado de suas pesquisas.

Desde então, mais de 5 milhões de bebês nasceram ao redor do mundo por meio das técnicas desenvolvidas por Edwards juntamente com seu colega, Patrick Steptoe.

O cientista, que tinha cinco filhas e 11 netos, disse que foi motivado em seu trabalho por um desejo de ajudar as famílias.

"Nada é mais especial do que um filho", declarou ele, segundo sua clínica, quando ganhou o Nobel.

Edwards iniciou os trabalhos na área de fertilização em 1955 e em 1968 já era capaz de fazer a fertilização de um óvulo humano em laboratório. Ele então começou a colaborar com Steptoe.

Juntos fundaram a Bourn Hall, primeira clínica de inseminação artificial humana do mundo, em Cambridge, leste da Inglaterra, em 1980.

Mike Macnamee, chefe-executivo da clínica Bourn Hall co-fundada por Edwards disse que ele era "um dos nossos maiores cientistas", cuja inspiração levou a uma descoberta que melhorou as vidas de milhões de pessoas em todo mundo.

Peter Braude, professor de obstetrícia e ginecologia no King's College de Londres, disse que pouco biólogos foram capazes de ter impacto tão positivo e prático na humanidade.

"A energia sem limites de Bob, suas ideias inovadoras e sua insistência apesar das críticas incansáveis de detratores, modificou as vidas de milhões de pessoas comuns que agora usufruem a concepção de seus próprios filhos", disse ele.

"Ele fez do mundo um lugar melhor."

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