Morre baronesa de Reuter, a última da dinastia da notícia

Patrona das artes era viúva de Oliver, o quarto barão de Reuter, cujo avô iniciou serviço da agência em 1851

MARK TREVELYAN, REUTERS

26 de janeiro de 2009 | 08h46

Marguerite, a baronesa de Reuter, aristocrata europeia e último membro da família que fundou a agência de notícias internacional, morreu no domingo aos 96 anos, disseram amigos dela. Uma patrona das artes, ela era a viúva de Oliver, o quarto barão de Reuter, cujo avô, Paul Julius Reuter, deu início a um serviço de distribuição de notícias em Londres, em 1851, depois de tê-lo começado em Aachen, Alemanha, usando cabos telegráficos e pombos-correio. O baronato --título alemão dado a Paul Julius em 1871 e confirmado mais tarde pela rainha Victoria, o que confere status de nobreza na Inglaterra-- se encerra com a morte de Marguerite, já que ela e o marido não tiveram filhos. "O nome morre com ela", disse o amigo Michael Nelson, ex-diretor geral da Reuters. Outro amigo próximo, John Fox, disse que a baronesa teve sucessivos derrames no fim do ano passado. Ela morreu na manhã de domingo, em um asilo na França, na fronteira com Mônaco. Fox disse que Marguerite, que nasceu na Suíça e era viúva há mais de 40 anos, tinha muIto orgulho de ter um vínculo familiar com a Reuters, além da nacionalidade britânica que adquiriu ao se casar. No ano passado, a Reuters, que já havia se mudado da sede histórica na Fleet Street, endereço tradicional da imprensa britânica em Londres, se tornou parte da Thomson Reuters Plc.

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