Morre atriz argentina María Rosa Gallo

Foi enterrado hoje o corpo de María Rosa Gallo, una das mais destacadas atrizes de teatro da Argentina, que morreu na véspera de seus 83 anos, por causa de uma pneumonia. Em reconhecimento a seu talento e seu prestígio, o corpo da atriz foi velado desde a tarde de ontem no edifício da Assembléia Legislativa de Buenos Aires. Há alguns anos, María havia sido nomeada "cidadã ilustre" da capital argentina.Em 1942, María formou-se no Conservatório Nacional de Artes Cênicas e, um ano depois, estreou com a peça O Carnaval do Diabo, de Oscar Ponferrada. Naquela ocasião, a famosa atriz espanhola Margarita Xirgú, que a viu atuar, previu um futuro de sucesso para María nos palcos, o que se mostrou verdade.Em seus 60 anos de atuação, ela interpretou desde As Troianas, de Eurípides, até A Casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, e O Jardim das Cerejeiras, de Anton Chekhov. María foi também uma destacada figura do chamado "teatro independente" que adquiriu grande importância na Argentina a partir dos anos 1940. Em 1950, ela deixou a Argentina para viver na Itália, quando sua negação em assinar uma adesão ao então presidente Juan D. Perón fez com que ela não pudesse continuar trabalhando. María foi substituída na peça que estava representando e um contrato que ela havia assinado com um produtora de cinema foi revogado. Logo da derrocada de Perón, em 1955, ela retomou sua atividade teatral e cinematográfica. María teve os papéis principais em filmes como La Mano en La Trampa, La Cifra Impar, El Perseguidor e La Mary.Durante a ditadura militar instaurada em 1976, María Rosa Gallo participou ativamente dos organismos defensores dos direitos humanos e liderou marchas realizadas para tentar saber o destino dos milhares de "desaparecidos" do regime. Casada com o diretor de teatro Camilo Da Passano, seus filhos Alejandro e Claudia também são atores.

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