Morre, aos 85 anos, a crítica Radha Abramo

Pioneira na encomenda de obras artísticas para o Metrô de São Paulo, ela foi curadora do acervo do Palácio dos Bandeirantes

O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2013 | 02h21

Conhecida pela atitude pioneira de encomendar obras de arte para as estações do Metrô de São Paulo, morreu ontem, aos 85 anos, de um infarto do miocárdio, a crítica e historiadora de arte Radha Abramo (foto). Atuante na imprensa nos anos 1970 e 1980, Radha sofria do mal de Alzheimer desde 2008 e estava internada numa clínica de repouso. Seu enterro será hoje, às 11h30, no Cemitério da Consolação, em São Paulo.

Viúva do jornalista Cláudio Abramo (1923-1987), secretário de Redação do Estado entre 1952 e 1963, com quem teve duas filhas, dividia com o marido a crença no poder da arte como atividade regeneradora da sociedade. Não por outra razão, seu trabalho como curadora teve como foco a arte produzida por nomes envolvidos com questões sociais. Como comissária adjunta da representação brasileira na Bienal de Veneza de 1986, por exemplo, ela selecionou artistas como a gravadora Renina Katz. cuja obra é marcada pelo engajamento político, levando ainda peças produzidas por comunidades indígenas, além de trabalhos do artista concreto Geraldo de Barros e Gastão Manoel Henrique.

Ela foi também curadora do acervo artístico do Palácio dos Bandeirantes (entre 1985 e 1998) e autora de vários livros de arte, como O Metrô de São Paulo: 1987-1991 - Tecnologia e Humanização, em coautoria com Marcello Glycério de Freitas, e Acervo Artístico Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo. / A.G.F.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.