Morre aos 82 o teórico conservador americano William Buckley

O escritor e comentarista William F.Buckley, intelectual espirituoso e aristocrático que ajudou afundar o movimento conservador moderno na política dos EstadosUnidos, morreu na quarta-feira. Ele tinha 82 anos. Buckley sofreu de enfisema ao longo do último ano e morreuna manhã da quarta-feira enquanto escrevia na sala de trabalhode sua casa em Stamford, Connecticut, informou Jack Fowler,publisher da revista National Review, fundada por Buckley em1955. Para muitos, Buckley influenciou posições do ex-presidentenorte-americano Ronald Reagan. Ele foi uma das vozes maisdestacadas do movimento político conservador que ajudou acolocar um republicano na Casa Branca em sete das últimas dezeleições presidenciais. "Grande homem, grande líder. Grande conservador que estavaà frente de seu tempo, espirituoso e bem articulado", disse osenador John McCain, o provável candidato republicano àpresidência dos EUA neste ano. Buckley, que misturava anticomunismo e visões tradicionaissobre questões sociais como o aborto em suas posições,conquistou o pensamento conservador norte-americano. Ele apresentava suas opiniões num tom charmoso e eruditoque fez dele um herói da direita política. No entanto, setoresda esquerda o consideravam presunçoso e empolado. O falecido historiador Arthur Schlesinger Jr. descreveuWilliam Buckley como "o grande flagelo do liberalismo"--opinião que teria agradado muitíssimo a Buckley. "É muito simples: sem Buckley não haveria movimentoconservador", disse Fowler. "Ele criou o movimento conservador.Acho que ninguém mais possui o charme e o talento paraconvencer com seus argumentos. É uma realização monumental. Elecriou um grande movimento político que moldou profundamente osEUA e o mundo." Buckley ocupava o cargo de editor executivo da NationalReview e escreveu mais de 40 livros, incluindo orecém-publicado "Let Us Talk of Many Things: The CollectedSpeeches" (Falemos de muitas coisas -- Coletânea de discursos)e o romance "Elvis in the Morning".

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