Morre aos 71 anos o estilista Yves Saint Laurent

Ele era um dos grandes nomes da alta costura do século 20, resposável pela criação do smoking feminino

Da Redação,

01 de junho de 2008 | 19h40

Yves Saint Laurent, um dos grandes estilistas do século 20, morreu em sua casa em Paris na noite deste domingo, 1, informou a Fundação Pierre-Bergé-Saint Laurent. Um dos grandes nomes da alta costura, Laurent, de 71 anos, tinha mais de 40 anos de carreira, desenhou cerca de 70 coleções e tinha diversos produtos lançados sob sua marca ao redor do mundo. Pierre Berge, ex-sócio e amigo próximo de Saint Laurent, disse que ele foi vítima de uma doença que o acometeu nos últimos tempos, mas não deu outros detalhes.       Trajetória do estilista em imagens  Desfile do estilista em 1962     Exposição mostra a obra de Saint Laurent  Entrevista com Saint Laurent (em francês)    O smoking feminino, lançado em 1966, foi uma das marcas de seu trabalho. "Le smoking", como era chamado, representou uma mudança na forma de se vestir das mulheres. O estilista é apontado por muitos como um dos responsáveis por fazer de Paris a capital da moda, junto com Christian Dior e Coco Chanel.   Saint Laurent nasceu em 1.º de agosto de 1936, em Oran, na Argélia. Seu talento começou a despontar aos 17 anos, quando foi premiado pela primeira vez por uma criação.   Em 1954, ele se matriculou na escola de alta costura Chambre Syndicale, mas sua vida de estudante durou apenas três meses. Logo ele foi apresentado a Christian Dior, hoje considerado o maior nome da moda.   Dior ficou impressionado com o talento do jovem estilista e o colocou sob os holofotes. Quando Christian Dior morreu em 1957, Saint Laurent foi nomeado aos 21 anos chefe da Casa de Dior. No ano seguinte, sua primeira coleção para a casa era premiada. Em 1960 ele serviu as Forças Armadas - uma experiência que marcou o estilista de tal forma que no final daquele ano ele passou um tratamento para depressão nervosa. Ataques de depressão marcaram sua carreira. Berge, o sócio comercial de Saint Laurent e ex-parceiro afetivo, disse em uma certa ocasião que o estilista havia nascido com um problema nervoso.   Sua própria casa de alta costura foi aberta em 1962, com Berge. Na época, a revista Life descreveu as primeiras peças da casa como "a melhor coleção de ternos desde Chanel". Nos anos seguintes, o sucesso aumentou e o estilista se estabeleceu como o "príncipe da moda."   Além do smoking feminino, são invenção dele a linha trapézio, que revolucionou o conceito de vestido e alavancou sua carreira, os modelos com desenhos geométricos, os terninhos, as botas de cano acima do joelho, o estilo safári, as transparências (lançadas em 1968) e o casaco de couro.   No início, recorreu ao estilo sóbrio e ao negro, até que, em uma viagem à Marrakesh, deixou-se levar pelas cores que dominariam algumas de suas coleções, como Picasso (1979), Matisse (1981) e Van Gogh (1988). Se "Chanel liberou as mulheres, Saint Laurent lhes deu o poder" com roupas de homens, disse Bergé.   Em 1999, Saint Laurent vendeu os direitos de sua marca para a Gucci, cedendo os direitos de sua coleção Rive Gauche, perfumes, cosméticos e acessórios por US$ 70 milhões e royaltes.   O estilista deixou a moda recentemente. Saint Laurent anunciou a aposentadoria e apresentou seu último desfile em janeiro de 2002, com uma retrospectiva de suas criações.     (Com Associated Press)

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