Morre, aos 69, o poeta concretista Ronaldo Azeredo

O poeta Ronaldo Azeredo morreu nesta terça-feira pela manhã de falência múltipla de órgãos. Tinha 69 anos e estava internado no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. Seu corpo foi velado no Cemitério do Araçá de onde amanhã, às 9 horas, será levado para o crematório da Vila Alpina. Azeredo vinha tendo problemas de saúde nos últimos meses. Um dos participantes do movimento concretista brasileiro, Ronaldo Azeredo nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1937 - mudou-se para São Paulo em 1957. Participou do lançamento oficial do movimento de Poesia Concreta na 1.ª Exposição Nacional de Arte Concreta, que ocorreu em dezembro de 1956 no Museu de Arte Moderna de São Paulo e em fevereiro de 1957 no Rio. Mas antes, em 1954, já havia publicado o poema Rato na revista Noigrandes, lançada pelos concretistas Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari - segundo declarou certa vez Azeredo, outra obra sua, Prefixo. Prefácio. Prelúdio. Prenúncio teria espantado o trio concretista. Em 1956, Azeredo lançou o livro de poesia Mínimo Múltiplo Comum e em 1962 teve seus poemas incluídos na antologia Poesia Concreta, organizada pelo Serviço de Propaganda e Expansão Comercial da Embaixada do Brasil em Portugal. Na década de 1970, Azeredo realizou uma série de poemas em pano, poemas-mapa, poemas-desenho, poemas-partitura e poemas-quebra-cabeça. Durante sua carreira, ainda publicou os livros Panagens (1975), Labirintexto (1976), Armar (1977), Sonhos Dourados (1982) e Noite Noite Noite (1990), entre outros.

Agencia Estado,

14 Novembro 2006 | 20h38

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