Morre aos 62 anos o ator André Valli, o Visconde de Sabugosa

Ator participou de várias novelas na TV Globo, entre elas 'Escrava Isaura', 'Selva de Pedra' e 'Laços de Família'

Da Redação,

20 de junho de 2008 | 10h55

O ator André Valli, de 62 anos, morreu na manhã desta sexta-feira, 20, vítima de câncer, em seu apartamento no bairro de Copacabana, no Rio, segundo informou a rádio CBN. O ator ficou conhecido por interpretar o personagem Visconde de Sabugosa por quase uma década na atração Sítio do Pica-pau Amarelo, na adaptação feita pela TV Globo.   Foto: Divulgação   Valli foi o Visconde de Sabugosa da décadas de 1970 à de 80. A história de Monteiro Lobato teve várias adaptações para a televisão. A última delas saiu do ar em dezembro do ano passado e estreou em 2001, pela Globo, que já havia exibido a série de 1977 a 1986. Passou também na Cultura e na Band, desde sua estréia na extinta Tupi, em 1952. Ou seja, tem lugar fixo no imaginário de várias gerações.     Tanto que, quase 20 anos depois de sair do ar, os personagens do seriado infantil Sítio do Picapau Amarelo voltaram a se encontrar no carnaval de 2001, quando a escola de samba carioca Mocidade Independente decidiu apresentar em seu desfile a antiga geração do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Zilka Salaberry (dona Benta), André Valli (Visconde de Sabugosa), Rosana Garcia (Narizinho), Júlio César (Pedrinho) e Romeu Evaristo (Saci). Todos saíram no carro Bom Mesmo é Ser Criança, dedicado a Monteiro Lobato.     Valli dizia não se importar de até hoje ser chamado de "Visconde" nas ruas, tal qual aconteceu com Zilka Salaberry (Dona Benta) e Rosana Garcia (Narizinho).   "André Valli foi um bom visconde, o melhor deles. O visconde é o personagem de que eu mais gosto, é o meu personagem do coração, com quem eu mais me identifiquei. Ele descobriu o pó de pirlimpimpim, que era o sonho da minha infância. André Valli o encarnou dignamente", declarou ao Estado Joyce Campos, neta e herdeira do escritor Monteiro Lobato.     TV, cinema, teatro      Mas, André Valli trabalhou em muitas novelas na Globo, entre elas O Bem Amado, Pecado Capital, Escrava Isaura, Selva de Pedra, Laços de Família e Senhora do Destino. Ele atuou ainda em minisséries e no humorístico Zorra Total.  Trabalhou também no cinema, em filmes como O Casamento (1975), de Arnaldo Jabor, em que interpreta o homossexual suburbano Zé Honório e O Vampiro de Copacabana (1976), de Xavier de Oliveira, com André Valli e Otávio Augusto. E no teatro, em Divinas Palavras (1977) do autor espanhol Ramón del Valle-Inclán, dirigida por Moacyr Góes. Sob mesma direção, dividiu o palco com Marília Pêra na adaptação de Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues, em 1998. Atuou também na adaptãção de Tartufo, o Impostor, texto de Molière adaptado por Jacqueline Lawrence, em 2004, em que fazia Orgon, o burguês que se deixa enganar por Tartufo. Também dividiu o palco com Tônia Carreiro, em 2004, na peça A Visita da Velha Senhora, de Friedrich Durrenmatt, com direção deMoacyr Góis, entre vários outros papéis.   O último trabalho de Valli na Globo foi na minissérie Hoje é Dia de Maria - 2.ª Jornada, em 2005. No primeiro ano da série, Valli representava Asmodeu, o Mágico, que tentou convencer o pai da protagonista Maria de que a menina tinha morrido, deixando o homem em desespero. Na segunda temporada, Valli era Asmodeu Rábula, um figura maléfica que queria condenar o personagem de Rodrigo Santoro, Dom Chico Chicote, o melhor amigo de Maria, a pular no mar do esquecimento e perder suas memórias para sempre.   Em novelas, seu último trabalho foi em Vidas Opostas, da Rede Record, em que interpretava Willy Berloque, em 2006.   De acordo com a CBN, o corpo do ator será velado a partir das 13 horas no teatro Villa-Lobos, em Copacabana. O enterro será neste sábado no cemitério Santo Amaro no Recife, cidade onde nasceu.  

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