Morre Abbey Lincoln, cantora das grandes causas no Jazz

DIVA

, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2010 | 00h00

A cantora e compositora de jazz norte-americana Abbey Lincoln (foto) morreu no sábado, aos 80 anos, em Nova York, anunciou seu irmão, David Wooldridge. A causa de sua morte não foi revelada, mas ela sofreu em 2007 uma operação do coração e tinha, desde então, saúde delicada.

Conhecida por seu engajamento político, ao falar de maneira franca dos direitos civis e raciais na década de 1960 - quando atuou em filmes. como Nothing But a Man (1964) e Um Homem para Ivy (1968), ao lado do ator Sydney Poitier -, ela esteve no Brasil, em 1994 no Free Jazz Festival.

Abbey Lincoln é aclamada não apenas como cantora que tinha a habilidade de colocar uma dimensão emocional em suas interpretações - característica que a remete a Billie Holiday, sua maior influência -, como ainda se notabilizou por criar composições, nas últimas duas décadas, ricas em metáforas e reflexões filosóficas. Lançou em 2007 o álbum Abbey Sings Abbey e realizou, em 2002, retrospectiva de sua carreira, com três concertos, no Lincoln Center, nos EUA.

Nascida Anna Marie Wooldridge em 6 de agosto de 1930, em Chicago, ela lançou seu primeiro álbum, Affair ...A Story of a Girl in Love, em 1956. Foi o compositor e seu primeiro empresário, Bob Russell, quem criou seu nome artístico, Abbey Lincoln, em referência ao presidente Abraham Lincoln. A cantora foi casada entre 1962 e 1970 com o baterista Max Roach, pioneiro do bebop. Entre outros de seus discos recentes, estão A Turtle"s Dream (1995) e Who Used to Dance (1996). / NYT e AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.