Reprodução/GEO
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Morre a fotógrafa alemã Sibylle Bergemann

Berlinense documentou a vida na extinta República Democrática Alemã (RDA)

Efe

03 de novembro de 2010 | 17h10

A fotógrafa alemã Sibylle Bergemann, conhecida por documentar com suas instantâneas a vida cotidiana na extinta República Democrática Alemã (RDA) faleceu nesta quarta-feira, 3, segundo informou a agência de fotografia Ostkreuz.

 

Bergemann, que nasceu em Berlim em 1941, morreu aos 69 anos devido a um câncer, deixando para trás um importante e reconhecido legado da fotografia em branco e preto.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os publicados na revista de moda Sibylle e sua documentação, através da fotografia, do dia a dia na Alemanha comunista da RDA.

 

Despontam também suas fotos sobre o processo de montagem da estrutura berlinesa dedicada a Marx e Engels, pais do comunismo teórico, que atualmente descansam em Alexanderplatz, no coração de Berlim.

 

Bergemann trabalhava como secretária quando, em 1966, decidiu entrar no mundo da fotografia pela mão de Arno Fischer, que acabou virando seu marido.

 

Ao final dos sessenta, poucos anos depois de suas primeiras experiências com a câmera, conseguiu que fossem publicados alguns de seus trabalhos em importantes revistas da época como Sonntag, Das Magazin e Sibylle.

 

Em 1990 Bergemann foi uma das promotoras e fundadoras da agência fotográfica Ostkreuz, formada atualmente por quase 20 profissionais.

 

A artista realizou reportagens fotográficas sobre Nova York, Tóquio, Paris e São Paulo e mais tarde viajou pela África e Ásia pela revista Geo, que depois mudou de branco e preto para colorida.

 

"Me interessam as fronteiras do mundo, não seu centro", manifestou Bergemann em uma ocasião, a qual acrescentou que lhe agradava aquilo que era único, como "o que é não é correto nos rostos e nas paisagens.

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