Morre a escritora feminista Betty Friedan

Betty Friedan, uma combativa feminista que causou uma verdadeira revolução nos anos 60 com seu livro A Mística Feminina,morreu hoje de um problema cardíaco, informou a rede de televisão CNN. Ela completou 85 anos, justamente hoje, no dia de sua morte. "As mulheres americanas estão impedidas de crescer até atingirsua capacidade humana total", afirmou Betty nessa obra, publicadaem 1963, que deu um novo impulso ao feminismo nos Estados Unidos. "Este problema sem nome é mais grave para a saúde física e mental de nosso país que qualquer doença conhecida", disse Betty. Seu best seller identificava uma infelicidade na mulher do pós-guerra e suas noções tradicionais de vida de mulher doméstica.Nascida em uma família judia na cidade de Peoria, em Illinois,Betty estudou no Smith College e no campus da Universidade daCalifórnia em Berkeley. Sua paixão era o jornalismo, e ela trabalhou como jornalista até 1952, quando foi demitida quando estava grávida de seu segundo filho. A idéia para A Mística Feminina surgiu de um encontro deex-alunos Smith College, onde comprovou que suas antigas colegasestavam tão insatisfeitas em sua vida do lar como ela, que tinha secasado em 1947 com Carl Friedan, de quem se divorciou em 1969. O livro se tornou um êxito de vendas, apesar de a minuta inicial,em forma de artigo, ser rejeitada por várias revistas para mulheres. Na obra, Friedan se queixava da perda de potencial das mulheresdos EUA pela discriminação social, e denunciava que elas eramvítimas de um sistema que as forçava a encontrar satisfação pessoalde forma indireta, através do êxito de seus maridos e filhos. Depois desse livro, ela escreveu outras obras, e também fundoucom Pauli Murray a Organização Nacional de Mulheres dos EUA, umaassociação que promove a igualdade de oportunidades para a mulher.

Agencia Estado,

04 de fevereiro de 2006 | 21h19

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