Montagem arma jogo virtual entre "filhos da bolha"

A solidão, as intrigas, as neuroses e a rotina de setes moradores de um prédio são transformadas num jogo virtual em Megalópolis, peça que estréia neste sábado em São Paulo. Numa tentativa de fazer um retrato dos "filhos da bolha", pessoas que vivem dentro de um quadrado feito de concreto achando que estão seguras e confortáveis, a montagem coloca Deus manipulando a vida dos personagens com controle remoto e joystick. Encabeçando a lista de problemas dessa pequena população, os hábitos dos vizinhos são sempre um transtorno. Mas a convivência forçada e a necessidade de se comunicar tornam inevitável a reunião de condomínio.Os setes personagens - o síndico solitário, um casal neurótico e quatro amigos que dividem um apartamento - são então comandados pelo jogador caracterizado como "Deus", vivido por Francisco Taunay. O cenário foi construído em uma perspectiva forçada, juntando um prédio de três andares em horizontal dentro de um painel de controle de um jogo virtual.O peculiar da trama fica por conta dos improvisos cenográficos, o abuso de técnicas circenses elaboradas pelo grupo Acrobático Fratelli e o trabalho mímico desenvolvido pela atriz Luciana Ramanzini.Megalópolis, segundo o ator e diretor Bruno Costa, é uma análise das experiências de pessoas que vêm de outros Estados e que, assim como ele, vivem em um prédio tumultuado. "Hoje por economia de material as paredes são mais finas o que faz com que eu descubra o que meus vizinhos estão fazendo", afirma. "Seja pelo barulho do xixi na água ou pelas brigas do casal."Megalópolis - Centro Cultural São Paulo Rua Vergueiro 1000 .Tel (11)3277-3611. próximo ao Metrô Vergueiro. Apresentações nas quinta-feira à Sábado às 21:30H Domingos às 20:30H. Ingressos -Quinta R$8,00 Sexta a Domingo R$10,00 Até 24 de setembro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.