Monicelli foi modelo, mas o tom é outro

Grande diretor de comédias à italiana, Mario Monicelli fez a passagem do neorrealismo para o humor em filmes que assinou sozinho ou em dupla com Steno. Suas comédias com Totò são magníficas e ele, muitas vezes, se apropriou de códigos de gênero - o thriller em Os Eternos Desconhecidos, a epopeia medieval em O Incrível Exército de Brancaleone. Também criticou o machismo (Quinteto Irreverente) e refletiu sobre o feminismo (Tomara Que Seja Mulher). Mas, como bom italiano, se houve um tema recorrente em sua obra foi a família. Parente É Serpente, de 1992, mostra os filhos que precisam decidir o que fazer com os pais, quando os velhos são despejados de casa. A solução de Monicelli é, literalmente, explosiva, bem diversa da que Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo reservam para Dona Picucha. / L.C.M.

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