MoMA fecha sede em Manhattan e reabre no Queens

Com uma das maiores coleções de arte moderna do mundo, o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, fecha amanhã para reabrir no dia 29 de junho com mais três letras no nome indicando seu endereço nos próximos três anos. Enquanto o prédio da Rua 53, em Manhattan, passar por uma extensa reforma e ampliação que vão custar US$ 650 milhões, o museu ficará instalado numa antiga fábrica na região de Long Island City, no bairro de Queens, e vai ser chamado de MoMA QNS.A sede em Midtown deve ser reaberta em meados de 2005, para a comemoração dos 75 anos do museu. Reconfigurado e ampliado pelo projeto do arquiteto japonês Yoshio Taniguchi, ele terá o espaço para exposições dobrado, galerias mais amplas para exibir obras de arte contemporânea de larga escala e um átrio envidraçado com quase 35 metros de altura conectando as entradas do prédio, que terá seu principal acesso pela Rua 54.Durante o período que a sede do museu estiver em obras, 15 esculturas da sua coleção terão um segundo endereço. Já estão sendo vistas entre as plantas do Jardim Botânico do Brooklyn obras como o monumento com que Rodin homenageou Balzac em 1897, a cabra feita por Picasso em 1950 e a mulher nua representando um rio criada em 1943 por Maillol, que ficava no pequeno lago do Jardim de Esculturas do MoMA no centro da cidade.No outro lado do East River, na Rua 33 com Queens Boulevard, o MoMA QNS - uma construção de 15 mil metros quadrados toda pintada de azul forte - se destaca na paisagem industrial da região. Para quem chega ali pela linha 7 do metrô, que é elevada naquele trecho, a primeira imagem é a do enorme telhado do museu com seu novo logotipo, lembrando a forma de publicidade das antigas indústrias e depósitos do bairro.Quando a sede do museu em Manhattan ficar pronta, o MoMA QNS será transformado num centro de estudo e conservação, com escritórios e depósito para obras do acervo do museu que atualmente são guardadas em diversos locais da cidade. O museu possui em torno de cem mil pinturas, esculturas, desenhos, impressões, fotografias, maquetes de arquitetura e outros objetos, além de quase 120 mil livros e periódicos, 14 mil filmes e 4 milhões de stills.Um dos museus americanos mais freqüentados, recebendo cerca de 1,6 milhão de visitantes por ano (30% deles vindos do exterior), o MoMA terá como um de seus grandes desafios atrair esse público para fora de Manhattan, embora sua nova localização esteja a apenas alguns minutos de Midtown. Para a estréia do seu novo endereço, o museu programou três grandes exposições.AUTObodies, a maior delas, tem forte apelo popular. É uma mostra da coleção de carros que pertencem ao museu, acompanhando o desenvolvimento em design e a influência cultural da indústria automotiva nos últimos 50 anos. Entre modelos como Pininfarina e Jaguar, o público vai encontrar até um Fórmula 1 da Ferrari. A exposição ficará aberta do dia 29 de junho a 17 de setembro.Ao mesmo tempo será exibida uma mostra das mais preciosas obras do acervo do MoMA, que inclui quadros como A Noite Estrelada, pintado por Van Gogh em 1889, e As Senhoritas de Avignon, criado por Picasso em 1907, além de trabalhos contemporâneos como a Marilyn Monroe Dourada (1962), de Andy Warhol. A terceira exposição preparada para a abertura do MoMA QNS, Tempo, foi organizada pelo brasileiro Paulo Herkenhoff, curador adjunto do Departamento de Pintura e Escultura do museu. É um grande panorama da arte contemporânea hoje em dia, com trabalhos de artistas de todos os continentes.O MoMA QNS ficará fechado ao público às terças e quartas-feiras, um dia a mais do que era costume na sede. Para facilitar o acesso às novas instalações, haverá ônibus de graça aos sábados e domingos saindo da Rua 53, entre 5.ª e 6.ª Avenidas, em Manhattan. A conexão, chamada Queens Artlink, também pode ser usada para se chegar a outras atrações culturais de Queens, como o P.S.1 Contemporary Art Center, o Isamu Noguchi Garden Museum, o Socrates Sculpture Park, e o American Museum of the Moving Image.

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