Moeller e Botelho estréiam peça no Rio

Três atrizes-cantoras, balzaquianas,montam um musical enquanto correm de um lado para o outro paradar conta do cotidiano. Em torno desse tema, a dupla CharlesMoeller e Cláudio Botelho (que assinam as versões brasileiras deCompany, Les Miserables e Vítor ou Vitória) estréiaamanhã, no Teatro Café Pequeno, no Rio, Um Dia de Sol emShangrilá, reunindo Lucinha Lins, Cláudia Netto e Selma Reis -não por acaso, três artistas com experiências semelhantes às daspersonagens. "O nome do espetáculo vem do desejo das atrizes-personagens de viver momentos tranqüilos e gloriosos como só é possível na cidade fictícia de Shangrilá", explicaCarlos Botelho."É uma volta às origens, depois das superproduções.Fomos convidados pela prefeitura do Rio para assumir a direçãodo Teatro Café Pequeno, com 150 lugares, e montamos umespetáculo intimista, com três atrizes-cantoras depersonalidades e vozes bem diversas", conta Botelho, que assinaa direção musical e as versões das músicas, enquanto Moellerresponde pelo texto e a direção geral. "Não usamos suasexperiências pessoais, embora muito do que as três viveramesteja em cena. Criamos histórias para encadear músicas feitaspor homens, para serem cantadas por mulheres em musicais ondeelas são protagonistas ou quase."Chico Buarque, Stephen Sondhein (de Company eFollies) e a dupla John Kander e Fred Ebb (Cabaret e OBeijo da Mulher Aranha) foram os escolhidos porque, na opiniãode Botelho e Moeller, tratam a questão feminina de uma formasemelhante em seus musicais."E a mulher hoje tem de se dividir entre a vidaprofissional, afetiva e a doméstica, de um jeito que o homemdesconhece", completa Charles Moeller. "Levamos em contatambém a personalidade artística de cada uma delas, aprotagonista que segura um espetáculo, como a Lucinha Lins; acantora versátil de voz extensa, como Selma Reis, e a comediante que é Cláudia Netto."O Teatro Café Pequeno foi reformado para a estréia. "Émuito bom ter um teatro em que podemos cobrar um preço acessível(R$ 15,00) por um musical, que é sempre uma produção cara."

Agencia Estado,

17 de outubro de 2001 | 16h04

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