"Modernidade" conta como se fazem ídolos

Modernidade, musical de Rodrigo Pitta e Daniel Ribeiro emcartaz no Via Funchal, conta a história de Eu Pessoa, bandidoseqüestrado por um laboratório especializado na produção de popstars, que o transforma em Ed Sinatra, um astro que, por serfabricado, vive atormentado pelo próprio ego. Pitta, que comanda a Companhia Brasileira de TeatroMusical, garante que não pretendeu criticar a produção em sériede astros, que marca atualmente a cultura pop, especialmente atelevisão. Para ele, o mais interessante era revelar osbastidores do mundo do espetáculo. Eu Pessoa é interpretado por Lulo Scroback, performerque foi alçado ao sucesso depois de participar da novelaFilhas da Mãe, na Globo, e, principalmente, de morar duranteduas semanas na Casa dos Artistas 2, do SBT. Ao seu lado,contracenam outros 18 artistas, que, além de interpretarem,também dançam, cantam e fazem acrobacias. Pitta, que dirigiu o elogiado Casas de Cazuza em2000, uniu teatro e cinema ao utilizar no espetáculo a projeçãode um média-metragem, em que aparecem nomes conhecidos comoMonique Evans, Gerald Thomas, Leão Lobo, Tiazinha, WalterMercado e outros, que dão depoimentos, necessários para costurara trama encenada no palco. A apresentação de Modernidade é mais um passoiniciado com a cessão de uma música inédita de Cazuza, que levao mesmo nome, feita pela mãe do cantor, Lucinha Araújo. A partirda canção, outras foram surgindo até que se chegou ao número de12, lançadas no ano passado em um CD, chamado justamenteModernidade. O musical deveria coincindir com o lançamentodo disco, mas foi adiado por conta das participações de Lulo natelevisão.Serviço - Modernidade. Texto e direção Rodrigo Pitta. Filme:direção Billy Castilho e Rodrigo Pitta. Nesta sexta-feira e neste sábado enos dias 10, 11 e 12, às 21h30. De R$ 35,00 a R$ 130,00. ViaFunchal. Rua Funchal, 65, São Paulo, tel. 3846-2300

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