Lucas Jackson/Reuters
Lucas Jackson/Reuters

Modelo se une a ação coletiva contra Weinstein por agressão sexual e assédio

O caso teria acontecido em 2002 quando a também aspirante a atriz tinha 16 anos

EFE

01 Novembro 2018 | 17h16

NOVA YORK - Uma modelo polonesa se uniu, nesta quinta-feira, 01, a uma ação coletiva contra o ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein sob alegações de agressão e assédio sexual, supostamente ocorridos em 2002, quando ela tinha apenas 16 anos.

De acordo com o portal "Page Six", a também aspirante a atriz, cuja identidade não foi revelada, é a décima mulher a se somar a um processo por agressão, lesões e extorsão contra Weinstein, a The Weinstein Company e o estúdio de cinema Miramax.

Trata-se de uma emenda à ação coletiva aberta em junho por três mulheres em um Tribunal Federal de Manhattan, sob a alegação de que a jovem e Weinstein tinham marcado um almoço de negócios, mas o produtor a levou ao seu apartamento e a pressionou para manter relações sexuais.

Weinstein, que conheceu a modelo três dias antes e sabia que ela tinha 16 anos, "não perdeu tempo para pedir sexo de forma agressiva e ameaçadora", cita o "Page Six", que acrescentou que a jovem foi forçada a acariciar seu pênis e, após se recusar a ter relações, ele finalmente a deixou ir embora.

Os documentos legais indicam que Weinstein assediou sexualmente a jovem durante os dez anos seguintes sob o argumento de que se quisesse ter uma carreira no cinema, deveria ceder às suas exigências, mas diante de sua resistência, "garantiu que ela nunca conseguiria trabalho".

O ex-produtor, de 66 anos e acusado por dezenas de mulheres desde outubro do ano passado, quando foi revelada sua suposta má conduta sexual, concedeu um papel de coadjuvante à jovem no filme "O Diário de Uma Babá" (2007) e ventilou incluí-la no programa "Project Runway".

Um juiz federal pediu em setembro que a ação coletiva das três mulheres, interposta pela firma Hagens Berman, se consolidasse com as acusações de outras seis, às quais se uniu a modelo polonesa, aumentando o número de supostas vítimas para dez.

O advogado de Weinstein, Elior Shiloh, se recusou a fazer declarações ao portal, mas o outro profissional que o defende em assuntos criminais, Ben Brafman, rotulou as alegações de "absurdas".

"Como muitas outras mulheres neste caso, que já foram expostas como mentirosas, esta última alegação completamente não corroborada e que tem quase 20 anos também será comprovada como falsa", afirmou Brafman. 

 

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