Moby, refém de seu maior sucesso

O cantor, DJ, produtor, baterista, baixista e guitarrista norte-americano Moby veio três vezes ao Brasil. Discotecou, ferveu e tocou até em hotéis para divulgar o disco Hotel (2005).

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2010 | 00h00

Esta noite, ele toca no Credicard Hall divulgando um disco novíssimo, Wait for Me (2009), cheio dos climões e viagens melancólicas que são sua marca registrada. Uma passadela de olhos pelos set lists de suas apresentações mais recentes mostra, no entanto, que o artista ainda é refém de seu mais cintilante sucesso, o álbum Play (1999): toca nada menos do que seis hits daquele disco, que vendeu milhões e o projetou como pop star.

Moby (codinome de Richard Melville Hall, descendente do escritor Herman Melville) tem sido um moto-contínuo do pop. "Eu fiz todo tipo de música. Fiz música clássica, hip-hop, house music, fui punk. Não esperava ter sucesso, nem mesmo uma carreira fazendo música", disse, ao Estado. Vegetariano militante, budista, místico e engajado, criador de uma música cheia de frases típicas de autoajuda (Todos Nós Somos Feitos de Estrelas), ele é um John Lennon de sua geração.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.