MIS exibe vídeos experimentais

Nem só no papel são registradas as impressões dos fotógrafos. Vários profissionais consagrados utilizam o vídeo como ferramenta para complementar seus trabalhos ou se aventurarem em uma área nova ou diferente.A exposição Vídeos Feitos por Fotógrafos, em cartaz no MIS até domingo, revela uma boa amostra dessa produção, exibindo trabalhos inéditos, clássicos e já premiados em festivais internacionais e nacionais. Experimentais ao extremo, os vídeos renderam resultados surpreendentes e inusitados. Sem se preocupar com padrões de som, imagens e edições convencionais, os fotógrafos se deixaram livres para brincar com as imagens, estejam elas em estado bruto, ou sofisticadamente editadas.A seleção dos vídeos inéditos inclui trabalhos de Mário Cravo Neto, Arthur Omar, Danilo Russo, Neide Jallageas, Jeannie Chen e Wilton Garcia. Entre os já consagrados, não pôde ficar de fora L´Home à la Câmera, o clássico de Dziga Vertov que marcou a história do cinema. Com sua câmera, uma verdadeira arma, Vertov reafirma o poder da imagem para mudar a realidade e discute o fazer cinema ao introduzir critérios revolucionários de montagem. Entre os já premiados, estão El Dia Que me Quieras, de Leandro Katz, vencedor do Prêmio Coral de Melhor Filme Experimental de Havana em 1997, e Brasil de Walter Firmo, de Walter Firmo, premiado no Festival Nacional de Vídeo em 1997.Entre os inéditos, está GW 41 (Gulf War), de Mário Cravo Neto. O fotógrafo gravou cenas da Guerra do Golfo transmitidas pela CNN diretamente da tela de um monitor em câmera HI-8. Pela primeira vez exibido em São Paulo, Anatomia de uma Exposição, de Arthur Omar, traz o comentário do artista sobre sua exposição Antropologia da Face Gloriosa. "Durante todo o processo de realização da Face, senti muito prazer em falar para as pessoas sobre minhas fotos, em casa mesmo. Com esse vídeo, falei de meu trabalho de forma diferente da apresentada no museu", completa.A experiência "bruta (como ele próprio define já que o vídeo não foi editado e dura exatamente os 60 minutos de uma fita de vídeo) foi gratificante. "Pretendo fazer isso de novo na semana que vem", conta Omar. "Durante a restrospectiva sobre minha carreira, que está sendo realizada no CCBB do Rio, vou simular um vídeo para a platéia", adianta. "Na verdade, serei filmado ao vivo nos bastidores; nos últimos minutos entro na sala e começo a filmar o público", explica.Vídeos Feitos por Fotógrafos. De sexta a domingo, com sessões às 18 e às 20 horas. MIS - Museu da Imagem e do Som. Avenida Europa, 158, tel. 3081- 4417. Até domingo

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