MIS abre exposição do fotógrafo suíço Barnabás Bosshart

O que têm em comum Suíça e Brasil? Na opinião do fotógrafo suíço Barnabás Bosshart, nada. "Só estamos no mesmo planeta, o resto é diferente, da cultura à natureza", diz. Mas essa diferença foi crucial para o trabalho que ele mostra no Museu da Imagem do Som (MIS), a partir de 05 de junho. O Brasil sob o Olhar de Dois Fotógrafos Suíços faz parte do Suíça 2000 - 1.º Festival de Cultura, Turismo e Negócios da Suíça e revela a peculiaridade do olhar estrangeiro sobre o povo brasileiro por meio do trabalho dos suíços Barnabás e Luc Chessex.O primeiro contato de Barnabás com o Brasil ocorreu por acaso em 1973. "Decidi que queria conhecer a América Latina; entrei num navio cargueiro que vinha da Antuérpia e aportei no Maranhão", conta. "Foi traumático", brinca. "Além da enorme diferença cultural, descobri a diferença social; vi gente vivendo na rua e fiquei muito impressionado", relembra.A preocupação social, um dos temas mais marcantes do trabalho de Barnabás, está refletida nas 55 fotografias que compõem a sua parte na exposição. "Fiz um apanhado de três trabalhos que desenvolvi: o de Alcântara, uma pequena cidade de pescadores no Maranhão, entre 80 e 87; o que retrata o cotidiano da zona norte do Rio e da Baixada Fluminense, de 91 a 93; e o atual, que retrata o dia-a-dia do interior do Maranhão", explica.Para ele, o olhar estrangeiro conseguiu captar o que os próprios brasileiros esquecem. "O mais importante é retratar a cultura e a alegria nordestina, que vivem esquecidas."O trabalho de Luc Chessex completa a mostra. O fotógrafo foi encarregado pela Agência de Imprensa Cubana Prensa Latina para realizar um retrato do País em seis meses. O resultado está nas 35 fotografias expostas, que fazem parte do panorama sobre a América Latina realizado por ele de 1961 a 1975.

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