Ministro pede galãs educadores na TV

Galã na TV só conquista mulheres belas porque é sarado. Essa é a opinião do ministro da Educação, Cristovam Buarque, que defendeu ontem o uso da dramaturgia televisiva para incentivar o gosto pela leitura e o estudo. O ministro quer galãs intelectuais nas tramas. "Nenhum galã de novela se destaca e consegue arrumar namorada porque é estudioso", queixou-se Buarque. Para ele, "o estudioso e o alfabetizador devem ser os heróis." Em palestra dirigida a professores de uma escola privada de Brasília, Cristovam Buarque reclamou que as casas e os "palácios" dos ricos das telenovelas não têm estantes com livros e sugeriu que as personagens ricas ensinem as empregadas a ler e a escrever. O ministro disse que, quando menino, não perdia nenhuma radionovela. Na telinha, a última novela que viu foi O Clone, o folhetim da Globo que abordou temas como o consumo de drogas. "Assisti tudinho", disse. Ele também informou que conversou com Glória Perez, autora de O Clone, sobre a possibilidade das telenovelas contribuírem para tornar a educação uma "mania". Entre as atuais novelas da Globo, Malhação, um seriado que está há sete anos no ar, é a que melhor se encaixa no diagnóstico do ministro da Educação. A maioria dos galãs é formada por jovens sarados que "ficam", em uma espécie de revezamento, com todas as meninas do programa. Outros galãs pouco estudiosos que estão no ar são o vampiro Gabriel Braga, de O Beijo do Vampiro, o caipira de Marcos Palmeira e o judeu de Paulo Ricardo, ambos de Esperança.

Agencia Estado,

29 de janeiro de 2003 | 10h11

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