Ministro Gil abre Fórum das Indústrias Criativas

Quanto mais desenvolvido o país, maior o papel das indústrias criativas (artísticas, culturais ou tecnológicas) no seu Produto Interno Bruto (PIB). No Brasil, representa 1%, e, para crescer, o governo e a sociedade precisam reconhecer sua importância econômica. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, defendeu essa tese hoje, na abertura do Fórum Internacional das Indústrias Criativas, que termina na quarta-feira em Salvador, com a participação de representantes de 15 países. "Alguns já tomaram essa iniciativa, como a Inglaterra, desde Margareth Thatcher, e os EUA, cujo PIB, na maior parte, é formado pelo setor", disse Gil. O encontro visa a criar o Centro Internacional de Indústrias Criativas (CIIC), sugerido pela Organização das Nações Unidas (ONU), para tratar das questões relativas ao setor: da conciliação de conflitos às regulações entre os países e os setores produtivos. "O Centro beneficia mais os países em desenvolvimento, onde há muita criatividade, mas dificuldades para transformá-las em bens econômicos", explicou o ministro. "As barreiras desse processo são a falta de investimentos, de reconhecimento das diversidades regionais e a dificuldade de compatibilizar interesses locais e nacionais com a voracidade das multinacionais da cultura." Gil ressaltou que, embora a criação tecnológica e a artística tenham regulações diferentes, ambas devem ser discutidas. "A primeira fala de patentes enquanto a segunda, de direito autoral, mas cada vez mais elas se completam e as fronteiras tendem a desaparecer", alertou o ministro.

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