Ministra da Cultura lamenta censura do Irã a livros de Paulo Coelho

Ana de Hollanda afirma que procurará o Itamaraty para ter mais informações sobre o caso

Pedro Dantas, da Agência Estado

10 de janeiro de 2011 | 12h47

RIO - A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, lamentou nesta segunda-feira, 10, a proibição da circulação da obra do escritor Paulo Coelho no Irã.

 

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Ela disse que procuraria ainda nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, para pedir mais informações sobre o caso. "Acho lamentável qualquer tipo de censura", afirmou.

 

O presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi, que acompanha Ana de Hollanda em visita ao complexo de favelas do Alemão, no Rio, considerou "absurda" a atitude do governo iraniano. Os dois estão conhecendo projetos realizados no Alemão que vão receber recursos do governo federal.

 

Paulo Coelho informou em seu blog que seu editor no Irã, Arash Hejazi, que a publicação de seus livros foi proibida no país persa pelo Ministério da Cultura e das Diretrizes Islâmicas.

 

Ao Estado, o autor disse disse contar com o governo brasileiro para resolver o caso, o que considerou como "um mal-entendido". "Espero que o Itamaraty e a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, não se omitam em relação a essa medida arbitrária pois, caso contrário, estarão assinando embaixo".

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