MinC: Waly deixa "vácuo imensurável" na cultura

Em nota oficial, o Ministério da Cultura lamentou a morte do "colaborador incansável" Waly Salomão, hoje de manhã, no Rio, de câncer. O poeta baiano era secretário do Livro e da Leitura. "A tristeza tomou conta do Ministério da Cultura e de toda a inteligência brasileira", diz a nota. A morte do poeta, um "apaixonado pelos livros, pelas bibliotecas, pelo prazer da leitura, pelo texto bem construído e pela poesia ousada, musical e encantante", deixa um "vácuo imensurável na cultura brasileira". O corpo do poeta será velado a partir das 16 horas no salão principal da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro e cremado às 9 horas, amanhã, no Cemitério do Caju.O comunicado menciona o estilo "único e marcante" de Waly e seu diálogo com grandes poetas como Fernando Pessoa e Sá Carneiro. Comenta também sua fecunda participação na música brasileira, citando Vapor Barato ("o hino do movimento hippie brasileiro"), parceria de Waly com Jards Macalé.Amigo pessoal e parceiro do ministro Gilberto Gil, bem como de muitos dos tropicalistas (Caetano, Gal, Bethânia, Torquato, Macalé), Waly foi empossado na secretaria do Livro e da Leitura em 15 de janeiro. "Foi um dos colaboradores mais competentes, alegres e extrovertidos da equipe de trabalho organizada pelo ministro para essa fase de retomada", diz a nota.Ao empossá-lo, Gil o chamou de "meu parceiro na música popular, meu companheiro de contracultura, autor de diversos livros e canções, editor de livros e revistas, leitor voraz". "Espero de Waly que ele seja, aqui, o que tem sido nesses últimos anos, no ambiente cultural brasileiro: uma presença inovadora, inspiradora e eletrizante. Que ele coloque toda a sua energia criativa a serviço de uma reviravolta na situação do livro no Brasil."

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