Minas quer de volta anjos atribuídos a Aleijadinho

Mesmo sem ter certeza da origem e da autenticidade, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) quer a volta ao Estado dos três anjos atribuídos a Aleijadinho, que iriam a leilão na sexta-feira, no Rio. O órgão pretende examiná-los para saber se vieram da Igreja de Santa Luzia, cidade histórica da região metropolitana de Belo Horizonte, cuja associação comunitária conseguiu liminar na Justiça para impedir a venda. Representantes do instituto vão hoje ao Rio com um mandado de busca e apreensão das obras.O mandado foi concedido ontem pelo juiz Jair Eduardo Santana, da 2.ª Vara Cível de Santa Luzia, e entregue à procuradora jurídica do Iepha, Francisca Boson. Em sua sentença, ele determinou que as peças fiquem sob "custódia provisória" do Iepha-MG, até que um laudo técnico comprove a origem.O proprietário das peças, o médico João Bosco Vianna Gonçalves, alega que comprou os anjos em Minas, nos anos 50, do pároco de uma igreja, mas não a identificou. Os anjos são do acervo de 60 peças sacras que Gonçalves pôs à venda, atribuindo sete delas a Aleijadinho. Ele é de Santa Luzia e começou a coleção nos anos 40, com a irmã, Elisa, a primeira mulher do banqueiro Walter Moreira Salles. O leilão, que começa hoje e termina sábado, será mantido. Apenas a venda dos anjos é que está suspensa.

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