Milton Neves desmente afirmação de Tutinha

Em reação ao que Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan e criador do Pânico, disse ao Estado sobre Milton Neves, o jornalista esportivo diz que não ganha R$ 1 milhão por mês e nunca foi office-boy da Jovem Pan. "Teria sido um orgulho, mas nunca fui. Mas lá, trabalhei nos departamentos de Jornalismo, Esporte e Comercial, ´tanto quanto um peão de obra´ ajudando a transformar a emissora de Guarani em Corinthians", declarou via e-mail. Segundo Milton Neves, ele foi despedido ("saído") em um "cruel, precipitado, mal avaliado e autopredatório processo expulsório-humilhante-ingrato". O jornalista afirma que não está processando o pai de Tutinha, Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, "apenas propondo, em local competente e o mais democrático possível, análise justa de uma série de situações e documentos trabalhistas, publicitários-comerciais e jornalísticos envolvendo uma vida de 33 anos como funcionário da Jovem Pan". A tréplicaTutinha diz não se arrepender do que disse. Endossa que foi Neves quem pediu demissão da Jovem Pan e conta que dois meses antes de deixar a emissora ele tirou vários anunciantes do futebol da rádio e os levou para a Bandeirantes. "No dia seguinte, ele entrou com um processo no valor de R$ 30 milhões, equivalente a R$ 1 milhão por ano de trabalho", afirma. E completa. "Como diria Boris Casoy, isso é uma vergonha. Aviso a outras emissoras que tomem cuidado, quem faz isso uma vez com quem o ajudou por 30 anos faz com qualquer um. O resto é teatro", conclui Tutinha. Em tempo: o processo entre Milton Neves e a Rádio Jovem Pan existe e corre na 40.ª Vara do Trabalho de São Paulo, capital.

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