Miike, Jabor e Padilha, as atrações

As Namoradas do Papai

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2012 | 03h09

15H55 NA GLOBO

(It Takes Two). EUA, 1995. Direção de Andy Tennant, com Kirstie Alley, Steve Guttenberg, Mary-Kate Olsen, Ashley Olsen, Philip Bosco, Jane Sibbett.

Uma espécie de mistura de O Príncipe e o Mendigo com O Grande Amor de Nossas Vidas (The Parent Trap), de David Swift, com Hayley Mills, de 1961. As gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen fazem garotas idênticas que trocam de lugar. Uma é rica e quer evitar que o pai se case com uma socialite sem coração. A outra é órfã e quer arranjar um namorado para a assistente social que é sua única amiga. Você pode até duvidar, mas o diretor Tennant acerta o tom e assina aqui um filme muito bom. Reprise, colorido, 101 min.

Sukiyaki Western Django

22 H NA CULTURA

(Sukiyaki Western Django). Japão, 2007. Direção de Takashi Miike, com Hideaki Itô, Masanobu Andô, Kôichi Satô, Quentin Tarantino.

O horário da Mostra resgata a divertida aventura de Takashi Miike sobre forasteiro que chega a vilarejo japonês e se envolve nas disputas entre gangues que tentam dominar a região. O diretor ama os gêneros e aqui mistura cinema de sabre com spaghetti western. A grande curiosidade é a presença de Quentin Tarantino, que este ano também lança seu bangue-bangue (em dezembro, a tempo de se candidatar para o Oscar) - Django Unchained. Inédito, colorido, 100 min. Na sexta-feira, a emissora reprisa o programa, só que dublado.

Velozes e Mortais

23 H NA REDE BRASIL

(Highwayman). EUA, 2002. Direção de Robert Harmon, com James Caviezel, Rhona Mitra.

James Caviezel cai na estrada atrás do assassino de sua mulher. O serial killer é outro andarilho que viaja de carro à caça de suas vítimas pelo país. Caviezel, o Cristo de Mel Gibson, se envolve com mulher que conseguiu escapar do criminoso. Não promete muito, mas o diretor Harmon, que já foi chamado de Steven Spielberg do sadomasoquismo, tem no currículo um filme cult - A Morte Pede Carona, a versão antiga, com Rutger Hauer. Inédito, colorido, 80 min.

Tropa de Elite

23H15 NA RECORD

Brasil, 2007. Direção de José Padilha, com Wagner Moura, Caio Junqueira, Milhen Cortaz, André Ramiro.

O filme fenômeno que teve uma continuação e o segundo da série virou a maior bilheteria da história do cinema brasileiro. Wagner Moura veste a pele do Capitão Nascimento, que virou herói no imaginário do público ao combater, a ferro e fogo, a criminalidade do morro. O primeiro criou o impacto. O segundo explorou mais a ambiguidade dos personagens para retratar o jogo de corrupção e violência no País. Reprise, colorido, 115 min.

TV Paga

Nas Trilhas da Aventura

12H45 NO TELECINE CULT

(The Hallellujah Trail). EUA, 1965.

Direção de John Sturges, com Burt Lancaster, Lee Remick, Jim Hutton, Brian Keith, Martin Landau, Pamela Tiffin, Donald Pleasence.

O ótimo Sturges realizou, a sério, westerns que marcaram época, como Duelo na Cidade Fantasma, Sem Lei Sem Alma, Duelo de Titãs e A Hora da Pistola. Mas aqui ele resolveu fazer uma paródia de gênero, contando a história de cidade de mineradores paralisada pela falta de álcool. Um carregamento de uísque está a caminho e a confusão se forma - as mulheres protestam contra o vício, os índios atacam, a Cavalaria intervém. E tudo isso ocorre em meio a um nevoeiro que faz com que as partes em conflito não enxerguem um palmo diante do nariz. Só de muito mau humor para não se divertir. Reprise, colorido, 165 min.

De Volta para o Inferno

17H10 NO TCM

(Uncommon Valor). EUA, 1983.

Direção de Ted Kotcheff, com Gene Hackman, Robert Stack, Fred Ward, Randall 'Tex' Cobb, Patrick Swayze, Michael Dudikoff.

A emissora faz confusão e anuncia um filme com este título, mas na sua sinopse promete um drama de ação num hospital. Se for assim, desista. Mas se for o filme de Ted Kotcheff, não perca. No ano seguinte de Programado para Matar, o primeiro Rambo, o diretor voltou à Guerra do Vietnã e agora no Sudeste Asiático, acompanhando Gene Hackman como veterano que forma brigada especial para procurar, no Laos, o filho que desapareceu em ação. Nas pegadas deste filme, Sylvester Stallone e Chuck Norris fizeram suas reacionárias aventuras para vencer, na ficção, a guerra que os EUA perderam na realidade. Kotcheff propõe outra coisa - que valerá a pena conferir. Reprise, colorido, 105 min.

A Suprema Felicidade

19H45 NO TELECINE CULT

Brasil, 2010. Direção de Arnaldo

Jabor, com Dan Stulbach, Mariana Lima, Marco Nanini, Jayme Matarazzo, Maria Flor, Maria Luiza Mendonça, Michel Joelsas.

A história do Brasil filtrada pelo olhar de um garoto, numa família de classe média. A volta de Jabor foi recebida a pancadas pelos críticos e não interessou muito ao público. Seria um Amarcord de segunda. Suprema injustiça - como todo filme, o de Jabor depende do olhar de quem vê. É deslumbrante e tem momentos e interpretações (as de Marco Nanini e Mariana Lima) que já nasceram antológicos. Como não perceber o êxtase no assassinato da prostituta, no Mangue? Reprise, colorido, 120 min.

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