Michel Leme & A Firma fazem show hoje em São Paulo

Quem gosta de jazz, difícil resistir ao som do guitarrista Michel Leme. Especialmente porque, em entrevista à Agência Estado, em julho do ano passado, no lançamento do seu quinto trabalho instrumental batizado de "5º", revelou-se um roqueiro não no gênero, mas na atitude, ao afirmar: "Quem toca nos locais glamourosos do jazz, muitas vezes faz um som morno, para que as pessoas continuem dormindo. Por ser também roqueiro, não nos elementos do rock, mas em sua intensidade, eu não curto coisas mornas. Não gosto do caráter docinho da música instrumental. A música pode ser muito mais ácida."

ROGER MARZOCHI, Agência Estado

16 de fevereiro de 2011 | 12h41

É com essa postura que ele sobe ao palco hoje na companhia de Cássio Ferreira (sax), Thiago Alves (baixo) e Serginho Machado (bateria) para o show "Michel Leme & A Firma", que resultou no disco que leva o mesmo nome, gravado em 2007. Essa união também resulta, não no gênero, mas na postura, numa banda digna de Rock in Rio.

Cássio Ferreira é jovem, magrinho, cabelo curto, um bom moço. Em seis shows entre o ano passado e o início de 2011, o saxofonista impressionou pelo uso da técnica a serviço completo do que sente. Thiago Alves também é compositor, igualmente jovem, um pouco mais fortinho que Cássio, e carrega no contrabaixo acústico toda uma orquestra. Serginho Machado é filho de Filó Machado. E, também, um dos idealizadores da Festa Bafafá, realizada uma vez por mês no Tapas Clube, na Augusta, que reúne músicos e artistas ligados na música afro.

"O Sérgio toca muito. É um dos melhores dessa geração dos 30 anos", disse hoje Michel Leme. "Eu fiz composições pensando nessa formação. Tem vários ritmos, tem afoxé, tem samba, tem jazz e um cha-cha-cha", disse, lembrando do título da primeira música do disco: "Cha-Cha Malícia". "Quando tocamos essa música é como se a gente tocasse os termos mais chulos musicalmente. As coisas mais sujas e imorais passam pela nossa cabeça. A música perdeu o humor, porque os caras falam do jazz moderno... é sem sal. Se você escuta o Sonny Rollins... ele tem humor, mas faz isso sem perder a seriedade", disse o roqueiro. O som pode ser conferido no site www.michelleme.com/disco_michelleme_e_afirma.ASP

MICHEL LEME & A FIRMA

Café Piu-Piu, às 21h30

R. Treze de Maio, 134 - Bixiga.

Entrada: R$ 10

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