Michael Moore vê risco em continuação de 'Fahrenheit 11/9'

O documentarista Michael Moore, queanunciou nesta semana a realização de uma sequência de"Fahrenheit 11/9" disse na sexta-feira que vai abordar temastão "tóxicos" que provavelmente nem seja uma boa idéia fazê-lo. Mas Moore adora uma polêmica, então provavelmente seu novofilme terá mesmo uma dose de risco -- como ele mesmo admitiu ajornalistas durante o festival de Cannes. "É algo que eu nãodeveria fazer, algo que é perigoso", afirmou. O cineasta dá poucos detalhes do recém-iniciado novoprojeto, ainda sem nome, que deve ser lançado num prazoaproximado de um ano. Segundo ele, não se trata propriamente de uma sequência de"Fahrenheit 11/9", mas o foco será o governo Bush -- como eleafetou a vida dos norte-americanos e a reputação dos EUA nomundo. Moore se pergunta se, em meio a duas guerras e uma ameaçade recessão, os EUA não se tornaram uma espécie de ImpérioRomano em seus estertores. "Será que já chegamos nesse ponto?",questionou. Também nas bilheterias o seu novo filme corre risco. Longasrecentes sobre as atuais guerras do Iraque e Afeganistão, como"Stop-Loss" e "No Vale das Sombras", foram um fracassocomercial. Já "Fahrenheit 11/9", lançado em 2004, foi o documentáriopolítico mais lucrativo de todos os tempos, tendo arrecadado220 milhões de dólares em todo o mundo. Para Moore, isso ocorre porque hoje em dia osnorte-americanos não apóiam mais os conflitos, enquanto naquelaépoca as pessoas se surpreendiam com as coisas que "Fahrenheit11/9" contava. Segundo ele, seu novo filme também deixará as platéiaschocadas com detalhes sobre o presidente George W. Bush e suaspolíticas. "O que eu vou dizer neste filme é provavelmente 70por cento do que [os espectadores] não querem ouvir", afirmou.

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