Mexicano Sergio Pitol ganha o Prêmio Cervantes

O escritor mexicano Sergio Pitol ganhou hoje o prêmio Cervantes de Literatura 2005, o mais importante concedido em língua espanhola. "Estou verdadeiramente emocionado, é o melhor que me aconteceu na vida literária", disse o escritor, que está em sua casa de Xalapa, no estado de mexicano de Veracruz. "É o maior prêmio da língua castelhana. O próprio nome, Cervantes, já o cobre de grandeza", disse. Com o prêmio, Pitol embolsou 90.152 euros (US$ 105 mil). A decisão do júri, presidido pelo diretor da Real Academia Espanhola, Víctor García de la Concha, foi divulgada pela ministra da Cultura da Espanha, Carmen Calvo, em um evento em Madri. Pitol ganhou o prêmio concedido anualmente pelo Ministério da Cultura espanhol por ter contribuído com sua obra para o enriquecimento do legado literário hispânico, segundo explicou Calvo ao ler a decisão do júri, cuja maioria votou no escritor mexicano. A concessão do prêmio coincide este ano com a comemoração do quarto centenário da primeira edição de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Considerado um dos grandes escritores da literatura latino-americana, Pitol, de 63 anos, nascido na cidade mexicana de Puebla, em 1933, é um importante contista, memorialista e poeta, e traduziu mais de 100 obras de autores como Henry James e Anton Chekhov. Foi diplomata antes de se tornar tradutor, professor de literatura e escritor. Na carreira diplomática chegou a ser agregado cultural da embaixada mexicana em Varsóvia e embaixador de seu país na antiga Checoslováquia.Entre seus títulos mais conhecidos estão Juegos Florales, El Desfile Del Amor e La Vida Conyugal, este último de 1991. Seu trabalho Masi recente é um livro denominado El Viaje, no qual descreve a situação da Rússia nos últimos anos do governoComunista.García de la Concha observou que Pitol contribuiu muito para promover a literatura da Europa Central traduzindo obras de Anton Chekhov, Wittold Gombrowicz, Henry James, JosephConrad e Jane Austen, entre outros autores.Entre os nomes que figuravam na disputa pelo Prêmio Cervantes estavam também o escritor uruguaio Mario Benedetti, o peruano Alfredo Bryce Echenique e o espanhol Juan Marsé.

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