Metropolitan vai transmitir 11 peças

A nova temporada de transmissões pelo cinema de óperas do Metropolitan Opera House, de Nova York, terá 11 obras, como Manon, de Massenet, com o barítono brasileiro Paulo Szot (na foto de Ayrton Vignola/AE). Com início previsto para outubro, com Ana Bolena, de Donizetti, com a soprano Anna Netrebko, o projeto ocupará 30 salas de 13 cidades nacionais, em transmissões ao vivo e pela primeira vez serão vendidas assinaturas. Para agosto está previsto festival com as principais óperas já exibidas.

João Luiz Sampaio, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2011 | 00h00

A transmissão pelo cinema de óperas, idealizada pelo Metropolitan Opera, está entrando em sua sexta temporada. Os números impressionam. Ao todo, 1.500 cinemas no mundo transmitem as óperas; na temporada 2009/2010, foram vendidos mais de 7 milhões de ingressos, gerando US$ 48 milhões; no último fim de semana, O Conde Ory, de Rossini, foi vista por 190 mil pessoas em 46 países, arrecadando US$ 2,2 milhões.

Neste semestre, a MovieMobz ainda exibe quatro títulos da temporada 2010/2011 do Metropolitan: O Conde Ory, de Rossini; Capriccio, de Richard Strauss; Il Trovatore, de Verdi; e A Valquíria, de Richard Wagner. No segundo semestre, as transmissões da emporada começam com Anna Bolena, de Donizetti. Depois serão apresentadas Don Giovanni, de Mozart; Siegfried, de Wagner, Satyagraha, de Philip Glass; Rodelinda, de Haendel; Fausto, de Gounod; A Ilha Encantada, espetáculo concebido por William Christie; O Crepúsculo dos Deuses, de Wagner; Ernani, de Verdi; Manon, de Massenet; e La Traviata, de Verdi. Entre os solistas, artistas como o tenor Jonas Kauffman, o baixo Bryn Terfel e a soprano Renée Fleming.

"Era um sonho de criança acompanhar as montagens do Metropolitan e, mais tarde, poder cantar lá", comentou Paulo Szot, que venceu o prêmio Tony de melhor ator pela participação no musical South Pacific e esteve ontem em São Paulo para acompanhar o lançamento da temporada do Met. "Se já é natural ficar nervoso cantando para 5 mil pessoas, imagina para o mundo todo", brincou.

Segundo Fábio Lima, da Mobz, responsável pelas transmissões no País, a partir do segundo semestre as montagens serão transmitidas ao vivo. "A venda de assinaturas nos ajudará a competir no mercado de exibição, garantindo as salas nas datas exatas", diz. Ele contou ainda que já está em negociação nos EUA projeto de exibições no cinema também de musicais. "A conversa entre produtores e sindicatos parece estar avançada e esperamos ainda este ano mostrar por aqui o que de melhor se faz na Broadway."

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