Metal vibrante no jazz

A nobiliárquica linhagem dos trompetistas do jazz parecia já ter se esgotado em nomes como Louis Armstrong, Miles Davis, Chet Baker, Wynton Marsalis, Irvin Mayfield, Terence Blanchard. Mas eis que um novo penetra entrou no fechadíssimo clube dos notáveis do instrumento: Christian Scott, 26 anos, natural de New Orleans.

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2010 | 00h00

A cena jazzística está estupefata com ele. A revista Billboard o nomeou uma das "caras para não perder de vista". A revista Ebony o incluiu entre os "30 Jovens Líderes com menos de 30" dos Estados Unidos. A DownBeat, mais importante publicação do jazz, o colocou na capa. Tem sido parceiro e colaborador de artistas como Prince, Mos Def e DJ Muggs.

"O hype é só uma coisa engraçada para mim", disse Scott ao Estado, sem nenhuma sombra de estrelismo. Ele chega ao Brasil exatamente no momento do reconhecimento público: toca no Bridgestone Festival na próxima quarta, no Citibank Hall, em Moema. Sobrinho do saxofonista Donald Harrison, ganhou o primeiro trompete aos 12 anos (coisa que é mais que comum na região de onde vem, a Louisiana).

O álbum mais recente de Scott, Yesterday You Said Tomorrow (Concord Jazz), é uma prova de seu virtuosismo e ousadia. Jazz, para Scott, tem de ter tensão e entrega - a 2ª faixa do álbum é The Eraser, música título do disco-solo de Thom Yorke, do Radiohead. Emergentes do jazz, como Jason Moran e Brad Mehldau, adoram o pop. Como o coiote da canção, Scott não enxerga fronteiras.

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