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Mesmo na fossa, Usher produz com competência

Na pior das hipóteses - ou seja, depois de um divórcio conturbado, em ócio criativo, e sem muito estímulo - Usher faz discos medianos de R&B.

ROBERTO NASCIMENTO, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2010 | 00h00

O deste ano, Raymond v. Raymond, explorou o drama de sua separação sem momentos ou melodias notáveis, mas, como sempre, com o característico vocal aveludado de Usher, uma das vozes mais memoráveis no pop dos últimos 15 anos. O gogó é o ponto forte do disco - e das sobras, lançadas agora no EP Versus - pois seduz a ponto de transformar a canção mais piegas em massagem auditiva.

Em Versus, disco melhor que o principal, a voz é acompanhada de produções com influência dos Black Eyed Peas: faixas que incorporam o tum tum tum da boate aos lamentos de Usher. As conhecidas ferramentas de produção - harmonizações coloridas, batidas elásticas e participações especiais (Jay-Z e Justin Bieber) - são empregadas com inteligência, o que não é novidade e resulta em um disco decente, mas muito abaixo do esperado.

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