Meryl, perfeita como mulher do tenente

Resgate de Uma Vida

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2012 | 03h10

15H40 NA GLOBO

(The Way Home). EUA, 2010. Direção de Lance W. Dreesen, com Dean Cain, Lori Beth Edgeman, Matthew Lintz, Tom Nowicki, Sonny Shroyer, Brett Rice.

Dean Cain, o Superman da TV, distrai-se por um minuto e o filho desaparece. Onde está o menino? Foi sequestrado? O ator transmite a angústia do pai, mas o filme não se decide entre a ação e o drama interior. Reprise, colorido, 89 min.

A Hora do Rush

22H45 NO SBT

(Rush Hour). EUA, 1998. Direção de Brett Ratner, com Jackie Chan, Chris Tucker, Elizabeth Pena, Tom Wilkson.

Jackie Chan faz policial chinês enviado aos EUA para tentar resgatar a filha do embaixador, seu amigo, que foi sequestrada. Ele ganha um parceiro norte-americano, Chris Tucker. Embora pre-visível, a ação é boa (e humorada). Reprise, colorido, 90 min.

Sissi, a Imperatriz

23 H NA REDE BRASIL

(Sissi: Die Junge Kaiserin). Áustria, 1956. Direção de Erns Marischka,

com Romy Schneider, Karlheinz Böhm, Magda Schneider.

A emissora exibe o segundo filme da trilogia que consagrou a jovem Romy Schneider. Depois do casamento com o imperador Francisco José, Elizabeth, ou Sissi, enfrenta problemas com a sogra e o protocolo da corte. Houve mais um filme, o terceiro, Romy conseguiu se desvencilhar da personagem e virou mito. Mas ela ainda voltou a Sissi, numa abordagem mais madura, em Ludwig, a Paixão de Um Rei, de Luchino Visconti, nos anos 1970. Reprise, colorido, 102 min.

Por Favor, Tire os Sapatos

0 H NA CULTURA

(Please Remove Your Shoes). EUA, 2010. Direção de Rob Delgaudio.

Qualquer pessoa que vá a um aeroporto para viagens nacionais ou internacionais, percebe como os procedimentos de segurança foram redobrados após o 11 de Setembro. O documentário de Ron Delgaudio busca entender os procedimentos legais, mas também os transtornos que tudo isso causa para as pessoas, num mundo cada vez mais inseguro. Reprise, colorido, 60 min.

TV Paga

Sou ou Não Sou

15H45 NO TELECINE CULT

(To Be or not To Be). EUA, 1983.

Direção de Alan Johnson, com Mel Brooks, Anne Bancroft, Charles

Durning, Tim Matheson, Jose Ferrer,

Christopher Lloyd.

O remake da comédia clássica de Ernst Lubitsch, de 1942, segue o original quase cena a cena, mas isso não significa que o diretor Johnson não dê sua contribuição. Mel Brooks e Anne Bancroft são ótimos como o casal de atores poloneses que tenta driblar os nazistas para manter sua companhia atuando, na Polônia ocupada, e para esconder um piloto norte-americano cujo avião foi abatido. A cena do lamento do judeu Shylock, na peça de Shakespeare O Mercador de Veneza, é um momento extraordinário e é curioso que o espectador compare esta história com a de outro teatro sob a ocupação - em O Último Metrô, do francês François Truffaut, feito um ano antes. Brooks e Anne foram casados por mais de 40 anos, o que não representa pouco em nenhuma sociedade ou país, mas representa mais ainda em Hollywood. Reprise, colorido, 108 min.

Gatilho Relâmpago

17H30 NO TCM

(The Faster Gun Alive). EUA, 1956. Direção de Russell Rouse, com

Glenn Ford, Jeanne Crain, Broderick Crawford, Russ Tamblyn.

Glenn Ford aposentou a pistola e quer viver pacificamente na cidadezinha em que se estabeleceu, como dono de um empório, mas sempre surge alguém para desafiá-lo. Afinal, sua fama é a de gatilho mais rápido do Oeste. No seu verbete sobre o diretor Rouse, filho do pioneiro Edwin Russell, Jean Tulard cita, no Dicionário de Cinema, filmes como O Ladrão Silencioso, A Casa dos Homens Marcados e O Código do Diabo para dizer que tudo é sempre curioso e inesperado no cinema do autor. Esse estranhamento se manifesta no western do TCM, em especial na cena da coreográfica de Russ Tamblyn. É um gênero, o musical, invadindo o outro, o western, numa época em que ambos eram populares em Hollywood. Reprise, preto e branco, 92 min.

A Mulher do Tenente Francês

22 H NO TCM

(The French Lieutenant's Woman). Inglaterra, 1981. Direção de Karel Reisz, com Meryl Streep, Jeremy Irons, Leo McKern, Emily Morgan, Hilton McRae, Charlotte Mitchell.

O livro de John Fowles, autor de O Colecionador, era considerado infilmável, até que o dramaturgo Harold Pinter e o diretor Reisz assumiram o desafio da adaptação. Eles transformaram as densidades e sutilezas do texto em metalinguagem, por meio da história que se desenrola em dois tempos. Durante as guerras napoleônicas, o tenente francês se envolve com inglesa romântica e ela perde o juízo quando ele ameaça ir embora. No presente, ator e atriz vivem situação similar durante uma filmagem da obra. Meryl Streep já era uma grande atriz - e havia recebido seu primeiro Oscar, de coadjuvante, por Kramer Vs. Kramer, em 1979 -, mas é curioso como o sucesso de público veio muito mais tarde. É hoje, com filmes como O Diabo Veste Prada, Mamma Mia e Um Divã para Dois (em cartaz nos cinemas) que ela é considerada uma estrela 'rentável'. Reprise, colorido, 123 min.

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