Mercado editorial conquista a tribo 'vamp'

Os vampiros estão sugando o pescocinho dos jovens leitores brasileiros. Ainda não é possível medir o impacto dessa dentada no mercado editorial, mas um autor especializado em vampirismo, como André Vianco, já chegou à marca de 150 mil exemplares vendidos (com 10 títulos lançados). Além disso, os fãs do gênero costumam movimentar salas de bate-papo, comunidades do site de relacionamentos Orkut, convenções, lojas de roupa e casas noturnas. Ao procurar esses leitores, encontramos uma comunidade no site de relacionamentos Orkut dedicada ao livro Amor Vampiro - uma coletânea de contos de sete autores nacionais da nova geração. Lá, nos deparamos com 346 participantes, um número surpreendente para um livro que ainda nem foi lançado. Entre os fãs, depois de espionar os perfis de góticos, darks, emos, bruxas e ocultistas em geral, encontramos Naty Vamp, ou melhor, Natália Cunha Trotti, 23 anos. Ela cita sem esforço alguns autores nacionais de fantasia que a maioria dos mortais nunca ouviu falar. Ao que parece, a geração gótica da literatura brasileira abocanhou os leitores de Harry Potter, Senhor dos Anéis e de grandes sucessos internacionais. Naty conta que desde os 13 anos adotou o estilo gótico/vampiro, usando vestidos pretos e tons sombrios e uma maquiagem pesada, ressaltando uma palidez. Naty diz que muita gente acredita que ela é uma pessoa triste. "Ao contrário, sou bem feliz?, afirma. Ela conta que freqüentar cemitérios não é uma regra. "Eu não freqüento?. Normal Formada em artes cênicas, ela trabalha em um banco de Santo André, na Grande São Paulo, diz que os colegas estranham seu jeito, mas que nunca foi proibida de usar o que gosta. Fora do trabalho, Naty curte música dos anos 80. Bandas como The Cure, Sioux e The Sister Of Mercy fazem sua cabeça. Para dançar (sim, os góticos também dançam), ela vai aos clubes que abrigam pessoas parecidas com ela. O ponto de encontro mais conhecido - e famoso há anos, é o Madame Satã. Dificilmente encontraremos um gótico (ou dark, ou emo, ou um vampirista...) que não namore alguém com o mesmo estilo e gostos. As informações são do Jornal da Tarde.

AE, Agencia Estado

21 Janeiro 2008 | 10h40

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