Mercado de livros cresce 2.000% no Chile

A publicação de livros no Chile registrou nos anos 90 um crescimento superior a dois mil por cento, ao passar de 377 obras em 1989 para 8.313, em 1998, informaram hoje fontes oficiais daquele país. O desenvolvimento da indústria editorial concentrou-se nos anos de 1992 e 1993, já que nesse período o número de títulos impressos passou de 372 para 2.219, conforme especifica o informe do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). "Este crescimento foi resultado da entrada em vigor da Lei de Fomento ao Livro". A publicação de livros voltou a dar outro salto importante entre 1996 e 1998, quando as edições passaram de 1.931 a 8.313. O informe do INE considera como livros as publicações de mais de 50 páginas e que são registradas na Biblioteca Nacional. Segundo a chamada "classificação universal por matéria", o tema que concentrou a maior produção editorial da década passada foi o de Ciências Sociais, que em 1998 havia acumulado um total de 2.589 títulos. Em segundo lugar, ficaram os livros de Literatura, que aumentaram de 124, publicados em 1989 para 1.926, em 1998. Sem dúvida, apesar de ter um lugar importante na década, a Literatura diminuiu seu peso relativo em relação ao total de livros, de cerca de 33% para 23% nesse período, segundo as análises. Por outro lado, as matérias que apresentaram o melhor número de títulos publicados na década de 90, foram obras gerais, com 114 títulos, e de Lingüística, com 126 publicações em 1998. Em que pese o forte aumento da publicação de livros, as editoras mantém suas queixas contra uma florescente indústria pirata que só o ano passado causou perdas no Chile de mais de US$ 10 milhões. Entre os autores mais pirateados figuram Pablo Neruda, Paulo Coelho, Luis Sepúlveda, Marcela Serrano, Isabel Allende e Gabriel García Márquez.

Agencia Estado,

11 de agosto de 2000 | 19h06

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