Mercado de arte europeu é superado por EUA

Começa hoje em Maastricht, na Holanda, a edição 2002 da Feira Européia de Arte, a Tefaf. Para além das raridades que serão expostas e comercializadas - obras-primas de Rembrandt, Rubens, Michelangelo, Van Gogh, Picasso, Rodin, entre outras -, a Tefaf deste ano será inaugurada sob o impacto de um relatório que alerta: o mercado de arte europeu está encolhendo, ano a ano, e perdendo espaço para os Estados Unidos.Conforme estudo encomendado pela feira, e obtido pela Agência Estado, o mercado mundial de arte movimentou no ano passado cerca de R$ 57 bilhões. A Europa, onde o setor emprega 73,6 mil pessoas, responde por 45% deste total, cerca de R$ 25 bilhões.Mas sua fatia já foi maior. Desde 1998, o mercado de arte europeu recuou 9%. Enquanto isso, os americanos abocanharam mais 7%. Hoje, os Estados Unidos são o principal mercado, seguidos por Inglaterra, França, Alemanha e Suíça. América Latina, Ásia, África e Oceania respondem por míseros 8% do mercado mundial.Os números do mercado são monumentais mas ainda não impressionaram os governos da Europa. Quanto a isso o relatório é pouco otimista. Sob a chamada "Impedimentos para o Crescimento Futuro", o estudo aponta a falta de uma política clara para o setor, o que o faz parecer "complicado" aos olhos do mercado mundial. As razões levantadas são taxas excessivas e entraves burocráticos.Enquanto isso, lucram os Estados Unidos. Consta do relatório a verificação de que, ano a ano, o preço médio de uma obra de arte tem sido valorizado no mercado americano muito acima do que na Europa. Isto reflete o fato de que as transações mais valiosas, envolvendo obras-primas, estão sendo feitas preferencialmente nos Estados Unidos.Esta é da 15.ª edição da Tefaf, uma das mais sérias feiras internacionais. Este ano, serão 10 dias de evento, ao longo dos quais são esperados cerca de 75 mil visitantes, reunindo expositores de 14 países: 12 da Europa, além de Canadá e, claro, Estados Unidos.

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