Mercado da moda destrinchado

Na série 'Moda S/A'. da Globo News, Maria Prata desvenda as recentes mudanças empresariais do mundo fashion

JOÃO FERNANDO, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2014 | 02h05

Os engravatados que tanto povoam as edições do Mundo S/A, programa da Globo News que desvenda grandes sacadas do mundo empresarial, vão ganhar mais cor no figurino a partir de hoje, às 23 horas, quando a atração cede espaço para o Moda S/A, série de quatro edições que vai abordar as mudanças no mercado da moda nos últimos anos e como essas variações estão mais presentes no cotidiano de pessoas pouco têm a ver com esse universo.

"Todos estão ligados a esse tema. Hoje, todo mundo sabe falar sobre moda. Minha tese é que a moda está em qualquer lugar", aposta Maria Prata, que comanda os quatro programas. Com passagem por revistas especializadas como Vogue e Harper's Bazaar, a jornalista quer, de maneira simples, mostrar aos telespectadores o que tem acontecido no setor que movimenta bilhões.

"A moda, assim como qualquer indústria, tem seus problemas. Mas esse não é meu foco, e sim as mudanças nos últimos dez anos. Estou focando na revolução que aconteceu", justifica. A série jornalística se baseia em três pilares: o grande varejo, as blogueiras e o comércio eletrônico. "É a grande transformação. Antes, a moda era para poucos e bons. Tudo era para compradores e jornalistas especializados. O que era tendência era movido pelas grande marcas, que só comprava quem tinha acesso", disse ao Estado.

Para Maria, a distância em que os lançamentos e o grande público diminuiu em diferentes âmbitos. "Hoje, você pode assistir aos desfiles pelo YouTube e pelas redes sociais. O desejo acabou se democratizando e isso afeta o varejo. As classes C e D querem consumir o que está nas passarelas. As marcas não têm mais o monopólio do que é tendência. Todo mundo produz e consome."

Entre os entrevistados estão a onipresente consultora de moda Gloria Kalil, presidentes de redes de varejo, especialistas em redes sociais e consumidoras desconhecidas. Uma das figuras de destaque é o diretor de parcerias do Instagram, Charles Porch. Atualmente, a rede na qual ele trabalha é um dos principais canais de referência para o desempenho das marcas.

"Entre o que ele falou de mais importante está o storytelling, a história por trás daquilo que você posta. Não é só uma frase, há algo a partir daquela imagem. A moda não é mais só o vestido na passarela, você conta a história do vestido, aumenta aquele universo", reforça a apresentadora.

A internet roubando o lugar das lojas no consumo. Há aplicativos de telefone em que é possível comprar roupas com poucos cliques. "O celular e o tablet são hoje o primeiro acesso, ultrapassaram o computador. Dizem que comprar roupa online é complicado, mas no comércio eletrônico há a facilidade, a compra por impulso. Você não precisa sair de casa e ir até a loja. A gente vai analisar isso", adianta Maria. Ao mesmo tempo que está de olho em tudo o que se passa no mercado da moda, a jornalista garante observar mais do que consumir. "Não sou fanática."

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