Mercado Cultural reúne 100 mil na Bahia

Mesmo para os padrões baianos soou entranho, de início, a arte da alemã Angie Hiesl com o seu X-vezes Cadeira, em que idosos são colocados sentados em cadeiras penduradas a quatro, cinco metros de altura do chão nas fachadas de edifícios. Depois das explicações de praxe, de que a performance fazia parte do 5.º Mercado Cultural e algumas gozações do tipo "Quer um picolé tia?", o espetáculo já estava assimilado ao turbilhão de atrações do evento. Ao longo de cinco dias, perto de 100 mil pessoas conferiram a cultura talentosa de grupos independentes de várias partes do Brasil e do mundo nos inúmeros eventos do evento.Quem circulou pelos teatros, galerias e ruas do Pelourinho, onde os espetáculos foram realizados, podia esbarrar em Zuenir Ventura ou Luis Fernando Verissimo atraídos e ao mesmo tempo espantados pelo "mercado persa", diversidade exaltada também pela atriz Beth Goulart espectadora, quando não estava no palco encenando Dorotéia Minha, baseado em cartas de amor do dramaturgo Nélson Rodrigues.Satisfeito com o resultado, Ruy César, diretor da Casa Via Magia, promotora do 5.º Mercado Cultural, disse que nas discussões realizadas durante o evento surgiu a proposta de se criar um portal na internet disponibilizando as informações sobre os grupos, artistas, empresários e demais participantes para criar um "compartilhamento de dados", propiciando a elaboração de uma espécie de catálogo para os interessados em acertar eventos, contratar artistas tornando, enfim, o mercado permanente.

Agencia Estado,

10 de dezembro de 2003 | 12h42

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