Mensagens humanistas e equívoco sonoro

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, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2010 | 00h00

O subtítulo do novo álbum do guitarrista e compositor mineiro Toninho Horta é "Um canto para a paz do planeta". A mensagem positivista continua no encarte com essas frases: "A humanidade precisa hoje de muita harmonia para vencer as guerras, a violência e a fome que atingem milhões de pessoas" e "esse disco traz uma mensagem de amor e esperança na forma de letras e melodias dedicadas à família, à natureza e aos povos do nosso planeta". Bem propício para um dia de Natal (para quem acredita em Papai Noel), não? É difícil vencer a pieguice das duas primeiras faixas, O Amor É Pra se Amar (na voz do próprio autor) e Luz Que Vem do Céu (com D"Black), mas o aviso foi dado antes. Guitarrista refinado, Horta deixou o vocal da maioria das faixas (misturando novas e antigas canções como Diana e Manuel o Audaz) a cargo de convidados como Ivan Lins, Djavan, Ivete Sangalo, Beto Guedes, Frejat, Erasmo Carlos, Seu Jorge e outros menos cotados. Valeu a intenção, mas é difícil ter "esperança", pelo menos no aspecto musical, por causa de tantos equívocos das tais "vozes" deslocas, alardeadas no título, e dos arranjos de gosto duvidoso.

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