Melodrama de Sirk, o rei do gênero

Os Meninos Voadores

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2012 | 02h09

16H05 NA GLOBO

(Sky Kids). EUA, 2008. Direção de

Rocco Devilliers, com Jesse James, Reiley Mcclendon, Stephen Baldwin, Tom Sizemore, J Todd Adams, Dallen Gettling.

Garotos matam aula e visitam o aeroporto. Aproveitando um descuido da segurança, entram numa aeronave - e vivem a aventura de suas vidas. Com criminosos a bordo, caberá a eles, no limite, pousar o avião. Muito melhor do que você pode imaginar. Reprise, colorido, 118 min.

Lebanon

22 H NA CULTURA

(Lebanon). 2009. Direção de Samuel Maoz, com Yoav Donat; Itay Tiran;

Oshri Cohen.

A repescagem da Mostra segue rolando até amanhã no Cinesesc. Hoje você ainda pode assistir a dois programas dos mais ricos - às 19h30, o documentário Francisco Brenand e, às 21h30, O Gebo e a Sombra, do centenãrio mestre português Manoel de Oliveira. O horário do evento na Cultura ainda vai bem mais longe. Hoje, passa em versão original, com legendas - na sexta, o programa terá reprise dublado -, o longa israelense sobre quatro soldados confinados num tanque. Críticos são figuras estranhas, e esse filme bem pode ser uma prova disso. Lebanon, com sua fama de filme de arte, ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, mas é em tudo inferior a A Fera da Guerra, de Kevin Reynolds, sobre outro grupo de soldados num tanque, na Guerra do Afeganistão. Se o outro filme é tão melhor, por que ninguém fez força para que sua alta qualidade se revertesse em prêmios? Reprise, colorido, 89 min.

Assalto Relâmpago

23 H NA REDE BRASIL

(Cut Off). EUA, 2006. Direção de Gino Cabanas / Dick Fisher, com Amanda Brooks, Thomas Ian Nicholas.

Deserdada pelo pai, garota acostumada a luxo e riqueza convence o namorado a assaltar um banco com ela. Premissa curiosa, mas não espere muita coisa. As referências não animam, direção e elenco não se constituem em credenciais. Inédito,

colorido, 88 min.

Arrancada Final

23H30 NA RECORD

(The Last Ride). EUA, 2004. Direção de Guy Norman Bee, com Dennis Hoper, Will Patton, Chris Carmac, Deena Dill e Peter Onorati.

Dennis Hopper sai da cadeia corroído pelo desejo de vingança e descobre que o filho que deixou para amigo criar agora virou policial. Hopper, o eterno "sem destino", cria um papel sob medida para seu estilo neurótico e violento de representação. Não admira, portanto, que seja a alma do programa da Record. Reprise,

colorido, 100 min.

TV Paga

Palavras ao Vento

12H30 NO TELECINE CULT

(Weitten on the Wind). EUA, 1956.

Direção de Douglas Sir, com Rock

Hudson, Lauren Bacall, Robert Stack, Dorothy Malone.

Um dos grandes melodramas, senão a obra-prima do maior autor hollywoodiano do gênero. Milionário texano, o rei do petróleo, desconfia que o amigo seja amante de sua mulher. A irmã do ricaço, ninfomaníaca e apaixonada pelo cara, afunda no desespero. Douglas Sirk deu certa vez uma definição de seu cinema - disse que nele tudo remete à tragédia grega, em que tudo ocorre em família, no mesmo local. Muitos críticos veem o filme como uma espécie de pré-Dinastia. A grande cena de Dorothy Malone é quando dança freneticamente, com o copo de uísque na mão, em paralelo com a morte de seu pai. Com toda certeza foi essencial para o Oscar de coadjuvante que ela recebeu. Reprise, colorido, 99 min.

Louco por Cinema

19 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 1995. Direção de André Luiz de Oliveira, com Nuno Leal Maia, Denise Bandeira, Roberto Bonfim, Jairo Matos, Eduardo Conde.

Uma metáfora da loucura que é fazer cinema no País. Nuno Leal Maia vai parar no instituto psiquiátrico, louco de pedra e convencido de que é responsável pela morte do diretor do filme em que trabalhava. Como homenagem ao morto, ele convence os demais internos a ajudá-lo a finalizar a produção. André Luiz Oliveira é um dos grandes autores do cinema brasileiro.

E não segue cartilhas, fazendo um cinema independente no limite do experimentalismo. Louco por Cinema inscreve-se com perfeição em sua admirável filmografia, que inclui Meteorango Kid, A Lenda de Ubirajara e Sagrado Segredo, um dos grandes filmes nacionais do ano, senão o maior de todos. Reprise, colorido,

100 min.

As Bruxas de Eastwick

22 H NO TCM

(The Witches of Eastwick). EUA, 1987. Direção de George Miller, com Jack Nicholson, Cher, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer, Veronica Cartwright, Richard Jenkins.

Sem consciência de seus poderes de bruxas, três mulheres da Nova Inglaterra, insatisfeitas com a vida que levam, fazem um pacto com o oculto para que surja um homem capaz de aplacar seus desejos. Aparece o próprio Diabo, numa interpretação de astro de Jack Nicholson. O diretor Miller baseou-se no romance de John Updike e as mulheres são ótimas (Cher, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer). Com tanta coisa para ver, e curtir, você nem se dá conta quando o diretor começa a perder o ímpeto, e põe os pés pelas mãos. Reprise, colorido, 118 min.

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