Melodias que dão vida ao pop retrô de sempre

As belas canções de Stuart McLamb seguem o roteiro indie pop de bandas como Belle and Sebastian e Camera Obscura. Em Libraries, seu segundo álbum, um denso véu de reverb envolve a produção (voz, cordas, bateria, guitarras) em ecos dos anos 60, lembrando Beach Boys e as "paredes" de som construídas por Phil Spector para as Ronettes. Este verniz chega a tomar proporções grandiosas que remetem até a Arcade Fire. Mas há suficiente sinceridade nas melodias de McLamb para que o Love Language discurse nessa linguagem com elegância sem cair na imitação. O cancioneiro transita entre a dor e alegria sem se render a extremos. Quando o clima é de fossa, como em This Blood Is Our Own, a beleza do arranjo dá ao ouvinte um motivo para enxugar as lágrimas. Pessoalmente, McLamb já havia feito isso em seu primeiro disco, gravado na casa de seus pais depois de uma separação dolorosa em 2008. Em Libraries, a melancolia prevalece, mas McLamb já sacudiu a poeira. Com a bela Blue Angel, ele dá sua volta por cima.

, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2011 | 00h00

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