Melhores fotos do mundo em SP

Nessa quinta, dia 18, abre pela primeira vez em São Paulo a Exposição Mundial de Fotojornalismo da Fundação World Press Photo. A mostra, que está na 44.ª edição e vai até 8 de fevereiro, tem como base o concurso de fotojornalismo organizado, anualmente desde 1955, pela fundação localizada na Holanda. A exposição é itinerante, e passa anualmente por diversas cidades do mundo, até a nova premiação do concurso, em abril. Aberta a fotógrafos do mundo inteiro, foram inscritas em 1999 - ano que forma o catálogo a ser apresentado no Centro Cultural Fiesp - 42.215 fotografias, de 3.981 profissionais de 122 países diferentes. As 20 fotos ganhadoras que formam a exposição passaram por um criterioso júri de avaliação, composto por 11 profissionais da área. O júri foi presidido no ano 2000 pelo francês Mark Grosset, diretor da Agence de Presse Rapho, e secretariado pelo holandês Adriaan Monshouwer, consultor editorial fotográfico - uma burocracia necessária dado o volume de inscrições. Em 1999, Mônica Maia, então gerente de produto de mídia da Agência Estado, foi a primeira brasileira convidada a integrar o júri do concurso. As inscrições para o prêmio 2001 já foram encerradas, mas outras informações podem ser obtidas no site da fundação www.worldpressphoto.nl.A seleção 2000 traz fotos feitas e publicadas em 1999, e tem como destaque as guerras que tomaram aquele ano. Os conflitos em Kosovo e na Chechênia geraram imagens marcantes, eternizadas pelas lentes do dinamarquês Claus Bjørn Larsen (com duas fotos selecionadas), e do norueguês Herald Henden. Esportes, outro prato cheio de belas imagens para os fotojornalistas, também mostram importante colaboração, como o balé de veículos cruzando um deserto no rali Paris-Dakar, registrado pelo francês Bruno Fablet, e o simétrico esforço do nadador Phil Rogers captado pelo australiano Adam Pretty. Outras fotos abordam desde política até religiosidade. Mas por mais disparatados que pareçam os temas, são cenas congeladas daquilo que assistido num telejornal ou mesmo vivido na realidade, sempre nos é "invisível". Coisas que o instantâneo do fato nos faz crer impossíveis ou insignificantes, mas que somente uma fotografia poderia fazer o contrário: fragilizar quem a observa. Fragilizar não só a ponto de fazer o observador acreditar. Mas, principalmente, a ponto de fazê-lo emocionar-se. Serviço - Exposição Mundial de Fotojornalismo - World Press Photo 1999. No Mezanino do Centro Cultural Fiesp. Avenida Paulista, 1313. De 18 de janeiro a 8 de fevereiro, de terça a sábado das 10h às 20h (domingo das 10h às 19h). Entrada franca. Telefone: (11) 252- 4200.

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