Melhor para ouvir a dois

Apesar do inegável talento, lidar com o fracasso sempre foi uma constante na vida de Anthony Hamilton. Não havia burburinho que desse conta de colocá-lo entre os barões modernos do R&B. Por muito tempo, ele viveu de escrever músicas para os outros e até chegou a emprestou sua voz para acompanhar D'Angelo em turnês mundo afora. A volta por cima veio com uma indicação para o Grammy, em 2003, por uma colaboração em faixa do Napy Roots.

EMANUEL BOMFIM, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2012 | 03h08

Só assim, o aplicado cantor e compositor nascido na Carolina do Norte conquistou sua merecida atenção para gravar seus próprios discos - o que não chegou a significar uma imediata ascensão ao 'mainstream'. Seu mais novo trabalho, Back to Love, é uma carta de intenções para ingressar definitivamente neste universo de apelo pop infalível e moldado para as multidões.

Qualquer movimento mais arrojado, tão comum em sua produção, poderia comprometer o sucesso da coisa. Irônico é perceber como esta guinada conservadora fez emergir o melhor de Hamilton: um cantor de rigor estilístico, ao melhor de Al Green e Bobby Womack, escoltado pelo verniz contemporâneo da escola do neo soul.

O segredo não está só no groove, mas na capacidade de ser romântico e sedutor. Se fosse dia dos namorados, seria a trilha perfeita. Afinal, como resistir a este falsete macio como seda, de versos apaixonados e levada elegante?

ANTHONY

HAMILTON

BACK TO LOVE

RCA

Preço médio:

U$S 9.99 (iTunes)

BOM

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